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Onde o silêncio faz morada no peito,
E a palavra descansa antes de nascer,
Ergue-se um plano, outrora imperfeito,
Lapidado na força do simples querer.
Não há destino que não peça coragem,
Nem horizonte que se negue ao olhar,
A vida é o sopro, a breve passagem,
Onde o sonho é o único porto e lugar.
Mãos que constroem, mentes que voam,
Entre o aço do mundo e o mel da canção,
São ecos distantes que em nós ressoam,
Transformando o barro em pura visão.
Pois quem escreve com sangue e com zelo,
Desatando as amarras de cada porvir,
Faz do universo o seu próprio espelho,
E aprende que a glória é apenas sentir.
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