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| O Nome que o Tempo Não Apaga |
| Uma poesia sobre memória, dor e a eternidade silenciosa de quem nunca desiste de sentir |
| Anderson Del Duque Jorge |
Resumo: Nesta poesia, o eu lírico mergulha nas profundezas do silêncio interior para encontrar tudo aquilo que perdeu, tudo aquilo que quase foi e tudo aquilo que ainda insiste em ser. Entre lembranças que doem como música antiga e esperanças que resistem mesmo quando tudo parece vazio, a obra revela a fragilidade humana diante do tempo e das próprias escolhas.
É um percurso íntimo de solidão e resistência, onde a dor não é inimiga, mas caminho. Cada verso conduz o leitor por memórias quebradas, perguntas sem resposta e sentimentos que não cabem no mundo — até chegar à descoberta mais delicada: viver, mesmo em pedaços, já é uma forma de eternidade.
Uma poesia para quem já caiu por dentro e, ainda assim, continuou sentindo. |
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O Nome que o Tempo Não Apaga
Há noites em que o silêncio me visita devagar,
como quem entra em casa sem bater na porta,
e senta ao meu lado,
sem dizer nada.
Nessas horas,
eu lembro de tudo o que não fui,
de tudo o que quase fui,
e do que ainda tento ser
com mãos trêmulas de esperança.
O coração não sabe envelhecer,
ele apenas aprende a doer diferente,
como uma música antiga
que insiste em tocar dentro da gente
mesmo quando o rádio já foi desligado.
Eu procurei respostas no vento,
e o vento só me devolveu perguntas.
Procurei abrigo nos olhos dos outros,
e encontrei espelhos quebrados
refletindo versões de mim
que eu não reconhecia.
Mas ainda assim…
eu sigo.
Porque há uma força estranha
que nasce justamente quando tudo falta.
Um fio invisível
puxando o peito pra frente,
mesmo quando a alma quer recuar.
E se um dia me perguntarem
o que restou de mim,
eu direi baixinho:
restou o amor que não coube no mundo,
restou a dor que virou estrada,
restou a esperança teimosa
de quem caiu mil vezes
e ainda assim aprendeu
a cair de pé por dentro.
Então eu escrevo meu nome no tempo
não para ser lembrado,
mas para não esquecer
que eu vivi.
E isso…
já é eternidade.
Autor: Anderson Del Duque
Gênero: Poesia lírica / poesia contemporânea emocional
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Biografia: Anderson Del Duque Jorge, é um produtor de conteúdo audiovisual ativista e jornalista , nasceu em Sumaré no dia 28 de julho de 1978 na cidade de Sumaré SP, filho de Abadia Salete Piedade Del Duque Jorge (cozinheira) e de Felismino custódio Jorge (servente de obras) tem em seus trabalhos filmes como O TAXIDERMISTA |
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Publicações de número 1 até 10 de um total de 19.
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