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Vivemos em uma sociedade na qual a internet está ganhando um espaço de grandes proporções, substituindo aos poucos boa parte dos meios de informação. Mas a televisão permanece como a “pedra filosofal” da modernidade, visto que a internet ainda é menos presente na vida das classes sociais mais baixas. Dessa forma, como sempre foi desde o século 20, a televisão continua sendo ferramenta de informação, entretenimento e, embora muitas pessoas neguem, educação.
Sim, a televisão também educa (ou deseduca) com o seu grande número de informações necessárias e desnecessárias. Mas um fato tão importante quanto esse é a forma como as emissoras televisivas lançam mão de estratégias para manter e ganhar audiência. Não é de hoje que nos deparamos com o dilema dos meios de comunicação. Exemplo do que estou falando são as telenovelas. Com relação ao quesito novela (e outros mais), não é segredo que a Rede Globo é a maior emissora de televisão do Brasil. Então, vamos lá!
Primeiramente, repare: em cada horário a programação se volta para um público diferente e as propagandas, fonte dos ganhos milionários, também. Mas, e então, qual horário mais pessoas podem ter acesso à televisão? Se agora você lembrou do Jornal Nacional e da novela “das 8”, não estranhe, porque acertou em cheio! É o tão falado “horário nobre”. Já reparou como são exibidas atrações que pescam o maior número possível de telespectadores? Lembrando que baixaria e violência são temas simplesmente adorados!
Se, ainda com todas as estratégias possíveis, o número de audiências não é o esperado ou existe uma concorrência perigosa (as Olimpíadas, por exemplo), vira mesmo apelação! Quem está assistindo à “novela da Carminha” sabe do que estou falando. Então, pra ganhar audiência, vale até transformar mocinho em vilão e vilão em vítima e algumas brincadeiras mais. Mocinhos são enterrados em cova funda e retornam totalmente diferentes! Daí, dá-lhe cabelos picotados à força, comida ruim guela abaixo, torturas e tratamentos desumanos em geral. É maldade que não acaba mais! E as audiências batem 100, 200, 500% de recorde! O fato é que a televisão sempre tem os seus meios para segurar o público, meio que muitas vezes geram dúvidas quanto aos benefícios do seu papel social.
A TV (e as mídias em geral) muitas vezes condiciona informações, sendo os telejornais um grande exemplo disso. As telenovelas podem passar, de forma quase imperceptível, valores bons e ruins e estimular todos os tipos de conduta. E como lidamos com isso? Não diria que ser extremista e parar de ver televisão, xingar e se revoltar seja o melhor caminho. Mesmo porque as pessoas xingam, mas, ainda assim, assistem às escondidas. O que faz diferença é ver as coisas de uma forma crítica e não sair concordando com tudo e acreditando em qualquer coisa que vê, estando ciente do processo social no qual nos inserimos.
E aí? Bora usar a TV de forma mais saudável? Sendo assim, boa novela!
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