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Esportividade é o que não existe nas torcidas de futebol do Brasil. Disso já sabemos. Mortes decorrentes de brigas entre torcidas já não são novidade. Em março deste ano, por exemplo, 2 torcedores palmeirenses foram mortos durante um confronto entre torcidas, e notícias do tipo são muito comuns nos dias de hoje.
Acontece que ontem, em Osasco, região Oeste de São Paulo, ataques a torcedores foram, em primeiro momento, atribuídos à rivalidade entre times. Oito pessoas morreram e uma ficou ferida durante a comemoração da vitória do Palmeiras na Copa do Brasil. Os torcedores foram mortos a tiros por indivíduos que ocupavam um carro de passeio e uma moto. Os crimes foram cometidos em 3 bairros diferentes e a suspeita é que estejam ligados entre si.
Ao contrário do que se pensava, os crimes não estavam relacionados à rivalidade entre times e, inclusive, algumas pessoas não estavam vestidas com camisas do Palmeiras. Outras nem sequer eram palmeirenses. A forte suspeita da polícia é que tudo esteja relacionado ao tráfico, já que as áreas onde ocorreram os crimes são ponto de tráfico de drogas.
De qualquer forma, seja por motivos de tráfico – um grande problema e produto social -, seja por embates entre torcidas no futebol, a hostilidade entre as pessoas é uma realidade que assusta e piora a cada dia. Sim: esta é a cultura da violência que, aliada à grande intolerância, promove a dinâmica que mantém o “equilíbrio social”: violência para mais violência.
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