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Rafael B. Sanches

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Eu padeci. E não compreendo, ainda, o quanto. Eu sei que imprequei. E não foi fictício, nem frio. Eu ardia de desejo de ser feliz, mas não fui capaz de aprovar seu jeito diverso, estranho. Eu me permitir ficar, subordinado às suas não palavras, ao meu desgosto. Sim, eu me exauri e não soube o que fazer. E fracassei numa trilha que eu escolhi pra mim. De repente, me vi só. Meu corpo buscava seu toque, minha boca desejava seu corpo, minha temperatura cobiçava seu calor. E só o que eu descobri foi nada. Resquício de algo longe, que não sei se aconteceu mesmo. O que fomos nós, para você? Não sei o que fomos para mim. Além disso, não sei o que sua ausência simboliza. Ainda não sei de que falta lamento. E me calo. Porque muito e inúmeras vezes minhas palavras foram impotentes. Pior: lanças disparadas a esmo. Feriram você. Feriram a mim também. Mas elas eram uma réplica ao seu calar atroador e incompreendido. Abstruso. Não sei. E resta tanto ainda, a saber.



(Rafael B. Sanches)

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