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Filosofia, sapos e papos
Entrevista
Vânia Correia*

Resumo:
Marciano Vasques fala sobre seu livro Arco-íris no brejo e a “literatura infantil a serviço da educação da criança”

Com 21 obras publicadas, o professor, escritor e poeta Marciano Vasques, dono de uma criatividade intrigante, fala sobre sua obra Arco-íris no brejo, que, depois de dois anos de seu lançamento, continua atual. Uma história fascinante, desenvolvida especialmente para o público infantil, mas que os adultos não podem deixar de apreciar. Vasques é formado em filosofia e pedagogia com pós-graduação em literatura infantil e juvenil. Atuante no segmento educacional, trabalha na Rede Municipal de Ensino há 28 anos, hoje, como professor orientador de Sala de Leitura e professor do EJA (Educação de Jovens e Adultos).

O autor começou a escrever ainda criança, enquanto brincava com seus heróis imaginários e os inseria em grandes aventuras. “Aprendi a escrever com a imaginação”, diz. Em Arco-íris no brejo, destaca, de forma lúdica e atual, a importância da filosofia e do diálogo na vida cotidiana, levando aos leitores reflexões sobre as coisas simples da vida que, muitas vezes, são deixadas de lado por conta das atribulações do cotidiano. “A filosofia deve ser ensinada para crianças e aplicada ao cotidiano, não apenas ficar trancada no meio acadêmico”, Marciano Vasques.

Editora Komedi – Como surgiu a inspiração para escrever Arco-íris no brejo?
Marciano Vasques – Surgiu a partir da idéia de que os sapos deveriam ser mais aproveitados na Literatura Infantil e de que poderíamos apresentar um livro que fosse dirigido ao público infantil, mas que pudesse ser lido também pelos adultos e, nada melhor do que sapos inteligentes e criativos para fazer esta composição. Outra preocupação era que o diálogo fosse resgatado, com isso, os sapos e as sapas (e a Colibrã) se puseram a conversar no brejo e a refletir, de maneira inteligente, as coisas simples da vida que as pessoas não observam por conta da vida atribulada e não se dão conta da grandeza de algumas idéias simples.

Editora Komedi – O livro aborda de maneira filosófica a questão da reflexão e do diálogo. Qual foi sua intenção e por que a escolha do sapo?
Marciano Vasques – Claro que eu defendo que a Filosofia deveria ser ensinada para todas as crianças, e se expandir do mundo acadêmico, na qual se fechou, e invadir a vida cotidiana. Por isso, minha intenção foi mostrar que o filosofar não é algo complicado e que numa conversa as melhores idéias surgem de uma forma agradável, divertida e proveitosa, e sempre mudamos para melhor após uma conversa frutífera, isso é bem heraclitiano, ou seja, jamais seremos os mesmos após uma conversa.

No que se refere à escolha dos personagens, os sapos foram escolhidos por considerar que é uma figura injustiçada na Literatura Infantil.Os autores, geralmente, preferem os ratos e os coelhos, mas o sapo é responsável por grandes ensinamentos, como na história que ensina o poder da palavra para uma menina: “O príncipe Sapo” - Você prometeu, tem que cumprir.

Editora Komedi – O que em ‘Arco-íris no brejo’ pode ser visto em outras obras de sua autoria?
Marciano Vasques – As histórias com os sapos começaram no jornal Gazeta Penhense e depois foram para a revista eletrônica RioTotal. Fiquei surpreso com as cartas que o jornal recebia e pelo fato das histórias serem utilizadas nas escolas pelas professoras da região. Em RioTotal, a quantidade de acessos também me surpreendeu. Então, decidi selecionar algumas histórias e colocar em um livro. Foi uma idéia digna de um Rospo. A Literatura Infantil a serviço da Educação da criança está presente em toda a minha obra. É possível ensinar divertindo e proporcionando prazer. E, ao contrário do que muitos pensam, as crianças adoram livros. A televisão e os jogos eletrônicos ainda não conseguiram matar esse prazer infantil.

Editora Komedi – Qual a sua relação com a ilustradora Daniela Vasques – qual o grau de parentesco entre vocês? E no que esta parceria enriquece o processo de desenvolvimento da obra?
Marciano Vasques – Daniela ilustrou todas as histórias do jornal Gazeta Penhense e todas da coluna Arco-Íris, na revista RioTotal. Foram mais de 300 histórias e uma parceria assim só poderia ir para um livro. Senti muito orgulho de que tenha sido Daniela a ilustradora. Ela é minha filha e atualmente trabalha em uma editora e é responsável por muitas e belas revistas que estão nas bancas.

Editora Komedi – O livro revela um grande envolvimento seu com o mundo da arte. A questão da funcionalidade/utilidade da arte está presente em toda sua produção literária e, até mesmo, em sua vida?
Marciano Vasques – Sim, mas a arte e, sobretudo, a Literatura Infantil e a Poesia não podem ser pedagogicamente chatas. A Literatura Infantil deve ser uma forma de pedagogia, mas não estar a serviço da pedagogia. São coisas diferentes. Se você pega uma obra de arte, um poema ou um livro e o utiliza em sala de aula apenas como auxiliar da pedagogia, tentando, por exemplo, gramatizar o livro, a criança pode se desapegar ou até mesmo sentir raiva da leitura. A pedagogia da Literatura Infantil deve ser marcadamente uma forma de leitura doce e prazerosa. Uma coisa lúdica e emocionante.



Biografia:
*Jornalista.
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