Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
Luar Sereno
Giulio Romeo

Quando o sol se esconde no horizonte, entre nuvens vermelhas e anuncia que a noite está chegando com os seus mistérios e brilhos, aponta no céu um luar sereno, repleto de silêncio e esperança.
A Lua dá oportunidade para as criaturas noturnas tomarem forma e preencherem o vazio das praias, das alamedas, das praças, dos lagos, dos telhados, dos museus, dos teatros e também dos sonhos.
É o momento certo para escutarmos e vermos o azimute das estruturações.
Olhando o céu temos um luar sereno, um lindo e claro semblante cor de prata, um raio de cristal, um sonho monocromático, um jeito de confundirmos o real com o irreal e também nos assustarmos com as sombras e as constituições morfológicas e plasmadas do plano astral.
As formas surreais são simplesmente fantásticas, a falta de imaginação diurna, se ilumina em pensamentos noturnos e que também se transformam em momentos únicos, parecidos com lendas e mitos relatados para nós, quando éramos crianças.
Nossos devaneios se confundem com a nossa realidade, os nossos sentidos ficam mais aguçados, os nossos sentimentos mais atentos, os nossos olhos mais abertos com as nossas retinas mais dilatadas, as nossas percepções mais reais e a nossa adrenalina mais ativa e eficaz.
Tudo isso porque é noite, é o período de descanso do ser ativo e também o período de atividade dos seres de outra dimensão. É quando os Índios sugerem mais religiosidade, mais respeito, mais concentração, mais paz e ternura.
Conheço um caraíba que foi batizado com esse sugestivo nome: “Luar Sereno“, tal foi a sua surpresa em tê-lo, quanto o orgulho em ser escolhido para usá-lo, pois a noite lhe é sagrada e com seus tons cintilantes, consegue refletir os traços de luz que o nosso lindo e esplendoroso satélite consegue emanar em sua alma e transformá-lo então, num ser consciente, lúcido e equilibrado.
Por fim, o Luar Sereno, quer dizer, noite calma, tranquila, com meiguice, sossego e com a Lua olhando para nós com paciência, calma e serenidade.
Agora lhe proponho um pouco de reflexão:
- Porque não usamos também parte da noite, quando ainda temos algum gás, para criarmos algo, escrever alguma coisa ou sermos bondosos pelo menos uma vez no dia?
- Porque não olhamos a lua da janela e pensamos que, para termos um lindo dia precisamos passar por uma noite também linda?
- Porque não passamos “um pouco a limpo” o nosso dia iluminado pelo sol e refletimos o que de positivo fizemos e o que de bom plantamos?
- Porque não amamos os nossos, ao invés de agarrarmos o nosso egoísmo travestindo-o em cansaço?
- Porque não nos doamos um pouco mais à realidade e aos fatos?
- Porque não dançamos ao som de um bolero as incertezas do amanhã?
- Porque não culpamos às nossas deficiências a lacuna que deixamos em nossa vida?
- Porque não usamos os nossos argumentos em favor de quem nos prezam e de quem nos é tão caro?
- E por último, por que não vemos a noite como o lado mais romântico, mais sensual e mais sonhador de nossa vida, e também, por que não agimos como os Índios, que fazem da noite o espelho do espírito e o reflexo da eternidade?
Daqui em diante, olhe a noite não só como o período de repouso, mas também como um momento sublime, de análise, de otimismo, de fé, de bondade e do descanso da alma.
Não importa as fases da Lua e sim o "Luar Sereno" que elas transmitem!



Biografia:
Professor de Ciências da Religião, Teólogo, Terapeuta TCC, Filósofo e Pesquisador de Ciências ocultas. Procuro a verdade e quero compartilhar meus estudos sobre o comportamento filosófico e religioso de povos e comunidades, que tem a fé, como sustentáculo de sua existência tridimensional.
Número de vezes que este texto foi lido: 65001


Outros títulos do mesmo autor

Crônicas O reencontro com a Vida Giulio Romeo
Crônicas Conduta Gregária Giulio Romeo
Crônicas Trama da Solidão Giulio Romeo
Crônicas Decálogo Giulio Romeo
Crônicas Espírito eterno Giulio Romeo
Crônicas Uno Factum Giulio Romeo
Crônicas Os asseclas do medo Giulio Romeo
Crônicas Fractal Giulio Romeo
Crônicas Anáfora Giulio Romeo
Crônicas Elocução Retórica Giulio Romeo

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última

Publicações de número 71 até 80 de um total de 90.


escrita@komedi.com.br © 2026
 
  Textos mais lidos
frase 935 - Anderson C. D. de Oliveira 65860 Visitas
- Andreia Ferreira Vaz Pereira 65858 Visitas
Ah mar (ço) - Flora Fernweh 65848 Visitas
Escritora recebe Comenda Ruy Barbosa - Mara Eneida Mariano Pregardier 65841 Visitas
Excelso amor - Flora Fernweh 65840 Visitas
O que o acaso nos oferece. - Samara Candeo 65837 Visitas
Turbinando a sinergia no ambiente empresarial - Isnar Amaral 65837 Visitas
OS SIMBOLOS NACIONAIS BRASILEIROS - FRANCISCO CARLOS DE AGUIAR NETO 65823 Visitas
- Andreia Ferreira Vaz Pereira 65799 Visitas
CRONICA - BENEDITO JOSÉ CARDOSO 65773 Visitas

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última