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Quando a esperança cai do alto e fere,
E o sonho insiste em não se realizar,
O peito tenta, em vão, se equilibra
Sobre a verdade fria que o golpe ofereece.
No tempo lento, a alma quase esquece
A cor que um dia ousou acreditar;
E o mundo passa, sem sequer notar
O quanto a dor por dentro se enriquece.
Mas mesmo assim, teimo em me levantar,
Junto os pedaços que ficaram meus
E sigo, mesmo tensa, sem parar.
Pois na frustação também encontro os meus:
Os passos novos que aprendo a traçar
E a força oculta que só nasce em Deus.
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