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A consciência fonológica prepara o cérebro da criança para entender o sistema alfabético, facilitando a leitura e a escrita. O ato de aprender a ler e escrever não é um processo natural como aprender a falar. E sim, um processo complexo, que envolve competências cognitivas, psicolinguísticas, perceptivas, estácio-temporais, grafomotoras e afectivo-emocionais. Para que o indivíduo inicie a leitura e a escrita ele precisará refletir sobre a oralidade, treinar a capacidade de segmentar a cadeia de fala em frases, das frases em palavras, das palavras em sílabas e destas nos sons que as compõem. A consciência fonológica é essencial; é base para a alfabetização, permitindo que os educandos percebam a relação entre sons (fonemas) e letras (grafemas), para ler e escrever com autonomia e segurança.
Quando lhe é propiciado, momentos de prática contínua no cotidiano escolar, enfatizando os sons das letras, à construção de sílabas, a criança se apropria com maior clareza dos sons das mesmas, decodifica palavras e desenvolve habilidades essenciais, como a compreensão de fonemas individuais e rimas, facilitando a leitura de palavras desconhecidas e o aprimoramento da escrita.
No livro Alfabetização (SOARES, 2016) a questão dos métodos tem revolucionado o mundo acadêmico com as proposições e as reflexões inovadoras e imparciais em relação à possibilidade de uso de variadas metodologias no processo de alfabetização. O livro obteve premiação recentemente por meio do Prêmio Jabuti de 2017, como o melhor livro da área de Educação e como o melhor livro de não ficção. A autora destaca que a consciência fonológica e, no seu interior, a consciência fonêmica são fundamentais para a aprendizagem inicial da língua escrita. A complexidade linguística, então, estaria relacionada à dimensão do segmento da fala que se dirige: palavras, rimas, aliterações, sílabas, elementos intra silábico, fonemas. A autora em seu livro (Alfabetização, 2016) enfatiza que cada um desses elementos contribui para o processo de alfabetização de forma e em etapas diferenciadas, distinguindo os níveis. Além disso, o grau de consciência demandado pelo segmento da fala também é um fator determinante dos níveis de consciência fonológica que vão, em um continuum, da consciência da palavra à consciência do fonema.
Sem essa habilidade, o aprendizado da leitura pode se tornar mais difícil com maior probabilidade do educando apresentar dificuldades de aprendizagem.
Referências:
BRITES, Luciana. A importância da consciência fonológica na alfabetização.
Neurosaber. Arapongas, 2019. Disponível em: https://neurosaber.com.br/a-importância-da-consciência-fonológica -na-alfabetização.
SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos/Magda Soares,- São Paulo. Contexto,2016.
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