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A Menina que Roubava Estrelas
Raul Sousa

Resumo:
Esta é a história de como uma garota fez um quadro com lantejoulas de estrelas (de verdade!) e ajudou quem tinha frio.

Estela morava no hemisfério norte e estudava na quinta série. Ela tinha
leucemia, contudo isto não fazia o seu maduro coração apodrecer de jeito
nenhum. O brilho dos seus olhos contagiava as pessoas que a encontravam.

Numa quinta, o seu professor aplicou uma lição de casa de artes. Todos
comemoraram e Estela abriu um largo sorriso – ela adorava explodir sua
criatividade neste tipo de exercício. A atividade consistia em pintar uma paisagem
com guache e decorá-la com lantejoulas de estrelas.

No dia anterior, o professor comprara lantejoulas em potes para distribuir aos
alunos. Porém, quando ele foi entregar o último pote a Sirius, não havia mais
nenhum. Logo, Estela ofereceu o seu pote de lantejoulas após sentir o
desapontamento do seu colega. Vendo a felicidade do garoto, o instrutor permitiu,
pois a aluna disse que possuía lantejoulas aos montes em sua casa.

Ao chegar da escola, a menina procurou as lantejoulas, mas não as encontrou.
Depois de muito pensar, teve uma ideia. Acabara de chover e havia um imponente
arco-íris no céu. Estela pegou um bilhete de ônibus mágico, uma corda enorme,
uma rede de borboletas e um prisma. Colocou tudo em sua mochila e saiu.

Quando chegou em uma determinada rua, Estela ficou bem debaixo do arco-íris e
ancorou sua corda nele e foi puxando-o até que pudesse subir. A garota caminhou
na calçada do arco-íris até o ponto de ônibus mais próximo. Minutos seguintes, um
colorido veículo articulado surgiu e ela embarcou. O destino era uma constelação
longínqua, mas a velocidade do ônibus era tão absurda que ela mal se sentou e já
teve de se levantar.

Estela ficou admirando as estrelas por um bom tempo ao descer no terminal da
constelação de Órion. Ao se dar conta de que muito tempo se passara, pegou sua
rede de borboletas e apanhou uma porção de estrelas.

Para voltar, aproximou seu prisma a uma estrela muito brilhante e a luz desta fez
projetar um novo arco-íris, fazendo com que o terminal ressurgisse. Assim, Estela
voltou para casa!

O quadro da pequena aventureira com lantejoulas de estrelas (de verdade!) obteve
nota máxima. O professor afixou-o acima da lousa e ninguém mais na sala passou
frio, visto que o calor das estrelas aquecia todo mundo.

Estela continuou roubando estrelas para continuar a explorar o talento que
descobrira. Suspeito que seja ela a responsável pelo desaparecimento de tantas
estrelas que os cientistas dizem...

Meses depois, a doce menina perdeu seu brilho neste planeta, entretanto, passou a
compor o céu com seu espírito luminoso. E, de certa forma, a turma de classe passou a sentir frio novamente.


Biografia:
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Contos A Menina que Roubava Estrelas Raul Sousa


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