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Eu era o excesso
João Carlos Azevedo

Tentar não cair pro lado é difícil. E é isso que todo mundo tenta fazer sempre. "Todo excesso faz mal". Ta cada vez mais recorrente eu entender esse ditos populares em plenitude. Antes eram só palavras que ecoavam na minha cabeça assim que entravam, hoje são normas de conduta que tento seguir rigorosamente. Raramente consigo, mas mesmo assim entendo.
A diferença do que se pensa pro que se faz era abismal. Eu me sentia ridículo só de me olhar no espelho de manhã e saber que a vida que eu tinha não era daquele jeito por que eu queria. Eu não tinha controle, as rédeas estavam nas mãos de outra pessoa. Pessoa, grupo, ideologia, ilusão. Nunca esteve comigo. E quando resolvi reivindicar aquele poder sobre o meu ser, ou o que eu queria ser, ninguém aceitou. Gritaram comigo, me ameaçaram, chantagearam. Disseram que eu deveria voltar a ter o que eu tinha antes. Eram só porquês cheios de preceitos morais que caracterizam-se bem como "mais do mesmo".
O caminho do meio. Eu gostava da minha ideia de que "extremos são corretos em seus erros". Na verdade, isso é lógico. Uma certa combinação de fatores determina uma condição específica, nada pode ser diferente que isso. A menos que hajam outros fatores.
E sempre haverão outros fatores. Abandonar seu egocentrismo e antropocentrismo pode ser a melhor decisão que tu pode tomar. Tu para de procurar razão naquela superfície lisa que é o ego humano. Tu vai fundo. E muito fundo. Uma escavação direta pra alma do problema. Depois que essa escavação for concluída uma vez, ela se enche de você mesmo. Você inunda tudo que eram vazios e se torna o maior entendedor daquilo que tu quer entender. Você vira o melhor quando reconhece que não existem "melhores".
Sempre que eu me mato pra alcançar algo, eu revivo como outra pessoa. Passa a existir mais luz em mim, mais energia, mais vida. É o meu reflexo mudando as cores sem mudar a forma. Sou cada vez mais "o caminho do meio".


Biografia:
Quase escritor, quase músico, quase filósofo, quase fotógrafo. Focado em deixar de ser "quase" em tudo que faz. Quase focado.
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Outros títulos do mesmo autor

Crônicas Eu era o excesso João Carlos Azevedo
Crônicas Ir comprar pão na lua. João Carlos Azevedo


Publicações de número 1 até 2 de um total de 2.


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