Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
A BREVIDADE DA VIDA
Arnaldo Agria Huss

Resumo:
O texto enfoca o quanto a vida é breve, tendo como inspiração a obra do filósofo Sêneca.

Lúcio Anneo Sêneca (4 a.C. – 65 d.C. – Roma) foi um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano. Conhecido também como Séneca (ou Sêneca), o Moço, o Filósofo, ou ainda, o Jovem, sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estoico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista.

Uma das obras mais conhecidas de toda a antiguidade latina e de autoria de Sêneca chama-se Sobre a brevidade da vida. São cartas dirigidas a Paulino (cuja identidade é controversa), nas quais o sábio discorre sobre a natureza finita da vida humana. São desenvolvidos temas como a aprendizagem, amizade, livros e a morte, e, no correr das páginas, vão sendo apresentadas maneiras de prolongar a vida e livrá-la de mil futilidades que a perturbam sem, no entanto, enriquecê-la. Escritas há pelo menos dois mil anos, estas cartas compõem uma leitura inspiradora para todos os homens, a quem ajudam a avaliar o que é uma vida plenamente vivida.

Na Carta Número XI está um dos textos mais ácidos de Sêneca em relação à brevidade da vida e onde ele cutuca e ironiza as futilidades. Aqui reproduzo sua primeira parte.

• Enfim, queres saber o pouco que vivem os ocupados? Vê o quanto eles desejam longamente viver. Velhos decrépitos mendigam com súplicas um prolongamento de poucos anos. Eles fingem ser mais novos do que realmente são, lisonjeiam a si próprios com mentiras e se enganam com prazer, como se pudessem iludir o destino. Mas, quando alguma doença lhes mostra a sua fragilidade, morrem amedrontados, como se não estivessem deixando a vida, mas ela estivesse sendo arrancada deles. Eles gritam que foram tolos por não terem vivido e que, se conseguirem escapar daquela doença, viverão no ócio. Então, pensam o quanto inutilmente se esforçaram para coisas que não aproveitaram, quão vãos foram todos os seus trabalhos.

Analisando este trecho da carta de Sêneca, vemos que qualquer semelhança com aqueles que vivem por aí dizendo não ter tempo para nada e ainda se achando o máximo por isso, não é pura e simples coincidência.

É um recado muito bem dado a essas pessoas, e eu acrescento que toda e qualquer soberba, por maior que seja, desaparece dentro de um hospital.


******


Biografia:
Se as pessoas conhecem os meus textos, isso é o suficiente. Eles dizem tudo o que eu tenho a dizer, mesmo que as situações descritas não tenham acontecido diretamente comigo.
Número de vezes que este texto foi lido: 65689


Outros títulos do mesmo autor

Frases PONTO DE RESTAURAÇÃO Arnaldo Agria Huss
Crônicas ESPERANÇAS PERDIDAS Arnaldo Agria Huss
Crônicas A DURA PROVA DA PASSAGEM DO TEMPO Arnaldo Agria Huss
Artigos VIVER NO BRASIL - UMA FÁBULA Arnaldo Agria Huss

Páginas: Primeira Anterior

Publicações de número 51 até 54 de um total de 54.


escrita@komedi.com.br © 2026
 
  Textos mais lidos
Biografia - Anderson Del Duque Jorge 231 Visitas
Desalinhos que Aninham - Eliana da Silva 230 Visitas
CONHECIMENTO - Allan Bruno Severo Souza 230 Visitas
O Inventário da Ausência - Anderson Del Duque Jorge 227 Visitas
Aquilo que Fica Quando Você Se Vai - Anderson Del Duque Jorge 227 Visitas
Engraxando a bota - Cláudio Thomás Bornstein 226 Visitas
Antes de Mim - Anderson Del Duque Jorge 226 Visitas
Inovação na gestão de pessoas - Isnar Amaral 224 Visitas
A Pele do Tempo - Anderson Del Duque Jorge 210 Visitas
Lugar Comum - Eliana da Silva 207 Visitas

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última