|
Dorme, deitada em berço esplêndido, ela. Que tanto enganou quem a deu crédito, quem a pensou seguir; quem creditou-lhe a confiança de fazer mudar. Ela que teve tantos nomes mortos para sua perpetuação; para fazer acordar quem dormia, agora ela quem dorme. Óh doce, você que tanto pouco muit fez, óh preciosa conquista de árduo pensar, preciosa fonte de racionalizar o iludir; luz de lanterna na estrada escura, agora só a lua poderá nos amparar; dispensada e desprezada sei que fostes, mas que fique sua memória no nome de alguns, que um dia, você acorde deste sono profundo, e que não seja tarde demais para que eu a tenha esquecido.
À minha consciência,
ass: Juventude.
|