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DIA DE SORTE
DIRCEU DETROZ

Quando a porta se abre
e você se revela
na penumbra de luzes de velas,
vestindo lingerie toda branca
e véus esvoaçantes,
sei que estou no meu dia de sorte.

Quando teus lábios
carnudos e vermelhos,
se misturam com o tinto
de um copo de vinho,
e fico com sede de beber
na tua boca,
sei que estou no meu dia de sorte.

Quando minhas mãos
te despem dos véus,
e tua calcinha rendada
desce pelas coxas,
sofro de hipnoses múltiplas
com tua nudez,
e sempre que o coração dispara
como se fosse à primeira vez,
sei que estou no meu dia de sorte.

Quando nossos corpos
se surfam fazendo amor,
e deixamos que nossas
bocas,
línguas,
e sexos
desenhem hipotenusas imaginárias
atravessando fendas e picos,
sei que estou no meu dia de sorte.

Somos encaixados
por ângulos perfeitos,
possuídos pelos mesmos gemidos,
guiados pela mesma paixão.

Somos amantes e cúmplices
dos mesmos desejos,
quando nossos gozos explodem
em jorros e orgasmos incandescentes.

E antes que você adormeça
ouço teu sussurrar baixinho
em meus ouvidos:
– Esse foi mais um dia de sorte...

E eu quase adormecendo também,
sussurro baixinho
em teus ouvidos:
– Sabia que seria mais um dia de sorte...


Biografia:
Sou catarinense, natural da cidade de Rio Negrinho. Minhas colunas são publicadas as sextas-feiras, no Jornal do Povo. Uma atividade sem remuneração.Meus poemas eu publico em alguns sites. Meu e-mail para contato é: dirzz@uol.com.br.
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