Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
Amazonino e a conversa com a árvore
Wellington Balbo

Resumo:
Amazonino era um menino muito inteligente de 10 anos que vivia na belíssima Amazônia brasileira. Amava a natureza, pássaros, animais e a diversidade de toda aquela magnífica floresta em que fora criado...

Amazonino e a conversa com a árvore

Amazonino era um menino muito inteligente de 10 anos que vivia na belíssima Amazônia brasileira. Amava a natureza, pássaros, animais e a diversidade de toda aquela magnífica floresta em que fora criado.
Mas Amazonino como um menino da floresta via os desmatamentos e ficava triste e chocado a cada árvore derrubada.
E como todas as crianças de sua idade Amazonino tinha a curiosidade como característica e por isso vivia questionando sua mãe se as árvores quando recebiam as impiedosas machadadas sentiam dor ou se os animais quando capturados pelos caçadores ficavam tristes e com saudade da família. Essas eram indagações que não saiam da cabeça de Amazonino.
Um dia, porém, resolveu arriscar e perguntar à própria árvore que se chamava Jatobá e ficava bem em frente à sua casa. Ela era bem grande, mais ou menos uns 20 metros:
- Como a senhora vai, Dona Árvore?
E para espanto e surpresa de Amazonino a árvore respondeu:
- Eu estou bem, Amazonino, saúde forte, 20 metros, mas um pouco triste.
- Nossa! Espantou-se Amazonino – a senhora sabe meu nome?
- Mas é claro, acompanho todos os seus passos desde o seu nascimento. Quando você nasceu, Amazonino, vamos dizer que eu era uma moça, e sou muito feliz por estar perto de alguém como você que ama a natureza.
- Ora, mas a senhora está feliz ou triste? – questionou Amazonino à árvore.
- Digamos que é um misto de sentimentos o que nós, árvores da floresta sentimos. Feliz porque sabemos que têm muitas crianças como você que já sabem a importância de respeitar a natureza e não irão mais nos passar o machado ou a motosserra. Mas tristes porque têm ainda muita gente que quer nos derrubar.
- Derrubar, D. Árvore?
- Isso mesmo, Amazonino, derrubar. Você sempre vê que alguns homens estão sem piedade nos derrubando. Pode até ser que amanhã eu não esteja mais aqui.
- Ah, não diga isso. Mas eu a defenderei.
- Eu sei, Amazonino de seu amor por esta floresta e por nós, mas o ideal seria que mais pessoas nos defendessem, e o mundo todo nos amasse como um amigo que tivemos aqui e que se chamava Chico Mendes.
- E por onde ele anda, D. Árvore?
- Ah, Amazonino, ele já não está mais aqui, teve assim como muitas árvores sua vida arrancada por pessoas que não respeitam a natureza. Mas saiba, Amazonino, que ele nos amou tanto que juntava muitos de seus amigos e nos abraçava para que não recebêssemos as machadadas fatais.
- Nossa, D. Árvore, que interessante tudo o que a senhora me diz.
- Pois é, Amazonino, o abraço que eles nos davam tinham até nome.
- Ah é? E qual era?
- Era empate.
- Nossa! empate, D. Àrvore, isso parece coisa ligada ao futebol ou ao esporte.
- Mas não, pelo menos em nosso caso os empates aconteciam quando Chico e seus amigos se reuniam para que os cortadores não nos mandassem ao chão. Eles nos abraçavam calorosamente e não deixavam que nada de mal nos acontecesse.
- Ah, D. Árvore, entendi...
Porém, logo a mãe de Amazonino o chamou para tomar banho, pois já estava tarde.
Carinhosamente ele despediu-se do Jatobá com um abraço e correu em direção à sua casa, não sem antes dizer que voltaria outras vezes para papear com aquela árvore tão simpática.
Correndo para sua casa recordou-se de uma frase de sua professora: Amazonino, como você ama a floresta irá plantar muitas árvores, mas depois que fizer isso – disse a professora em tom de brincadeira – terá de escrever um livro e ter alguns filhos.
E foi pensando na frase de sua professora que Amazonino sapecou um beijo em sua mãe que o aguardava na porta e imediatamente pediu-lhe lápis e papel. A mãe perguntou o porquê e Amazonino respondeu:
- Mamãe, agora preciso começar a escrever o meu livro.
A mãe, curiosa, perguntou:
E qual será o nome de seu livro, meu filho?
- Conversa com uma árvore – respondeu sem pensar muito Amazonino.


Biografia:
Wellington Balbo, 36 anos, escritor, 7 livros publicados.
Número de vezes que este texto foi lido: 65690


Outros títulos do mesmo autor

Artigos Boas Ideias Wellington Balbo
Crônicas Teresa de Calcutá, Chico do Brasil... Wellington Balbo
Artigos Divaldo Franco e o professor Yunus Wellington Balbo
Artigos Terapia anti-queixa Wellington Balbo
Artigos A verdade e suas faces Wellington Balbo
Artigos Fofoqueiro digital Wellington Balbo
Artigos As nossas besteiras de cada dia Wellington Balbo
Artigos Álcool na infância Wellington Balbo
Artigos Você faz tempestade em copo d’agua? Wellington Balbo
Artigos Não escolha a profissão de seu filho Wellington Balbo

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última

Publicações de número 11 até 20 de um total de 36.


escrita@komedi.com.br © 2026
 
  Textos mais lidos
Talvez - Mayra Alcione Musa Fonseca 66325 Visitas
Óh, Senhor! - katialimma 66304 Visitas
Esporte Clube - Helio Valim 66253 Visitas
Curso Como Pensar Acessibilidade na Literatura - Terezinha Tarcitano 66240 Visitas
Chico deu continuidade às obras de Kardec - Henrique Pompilio de Araujo 66225 Visitas
Só mais amarguras - Luiz Fernando Martins 66021 Visitas
“The insufficient” - Gonçalo reis 65956 Visitas
eu sei quem sou - 65954 Visitas
A DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO ESCOLAR - ADRIANA CARVALHO DOS SANTOS 65927 Visitas
O Cônego ou Metafísica do Estilo - Machado de Assis 65905 Visitas

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última