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Luto Materno
A transcendência do amor
Flávia Argemiro

Resumo:
O texto não tem caráter científico. É apenas uma observação, pensamento, reflexão sobre a dor do luto materno.

LUTO MATERNO: A TRANSCENDÊNCIA DO AMOR

Durante a escuta das mães que perderam os filhos, por diferentes razões, foi possível entender o infinito dessa dor única, o luto materno. Quando uma mãe perde um filho, ela também perde sua própria alma. Um filho não é apenas um filho, ele é um laço de afeto, um vínculo de carne e sangue é a perpetuação da própria existência. A mãe que perde um filho não viverá como antes, e o tempo não será seu amigo, porque o tempo não apaga, o tempo apenas adormece a dor. As lembranças latentes do filho persistirão em atormenta-la até os últimos dias da sua existência. Ela sentirá o vazio da falta, não apenas da saudade, mas o lamento da perda. Essa mãe, pode se revoltar,temporariamente contra Deus, afinal, os filhos não podem partir antes dos pais. Mas, na sabedoria de uma mãe, ela sabe que Deus será seu único refúgio e conforto diante do fenômeno da morte, sua fé será seu apoio para não morrer em vida, para não ser corroída pela tristeza e pela depressão.
Essa mãe, certamente, ficaria feliz se Deus permitisse que ela partisse no lugar do seu amado filho, ela morreria para vê-lo vivo e feliz. Não é de se admirar a frase: "ser mãe é padecer no paraíso", porque o amor materno é o único amor que realmente se doa sem nada exigir, sem nada esperar, e ainda é insubstituível, por isso é incondicional.
Quando uma mãe enlutada chorar, deixa-a chorar, não tente impedir suas lagrimas, esse será um momento de absoluto respeito a sua dor. Se quiser ajudá-la, um abraço silencioso será bem-vindo. Saiba que ela sempre irá chorar em algum lugar sozinha e solitária, essa dor não pode ser compartilhada com mais ninguém. Tentar tirar essa dor é uma afronta à memória do amado, além disso, no fundo da sua alma, ela não quer esquecer, porque tentar esquecer é o mesmo que deixar de amá-lo. Mas, esse momento de tristeza passará, temporariamente, e logo ela voltará a sua rotina, pois esse luto é atemporal.
A dor do luto materno é como a dor de um “membro fantasma”, a mãe sabe que não existe, que não está mais ali, mesmo assim, ela é capaz de sentir, porque em suas memórias esse membro ainda faz parte dela, é a inquietação do sentir e saber que nunca mais poderá ver ou tocar.
A morte implacável levou o amado, abandonou a mãe, mas deixou o amor cravado em seu peito, e agora a mãe não sabe o que fazer com esse sentimento tão sublime, é o amor que transcende a morte, porque só morre quem é esquecido. Por isso é compreensivo, quando nascem os netos, os avós geralmente os amam tanto quanto os filhos, afinal, é o pedacinho do amor que nasce novamente, é a continuação do ser amado, é o amor que se multiplica.
Mas, e a mãe que não chegou a contemplar a felicidade de ver a multiplicação do amor porque a morte chegou primeiro?
Nem mesmo em nossos maiores devaneios seríamos capazes de sentir essa dor única, intrínseca e íntima.


Biografia:
Autônoma, estudante
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Cartas Luto Materno Flávia Argemiro


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