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ENTORPECENTES, PALIATIVOS OU EFICAZES?
Ritos de adoração X Problemas sociais
ANTONIO FERREIRA BISPO

Resumo:
Os deuses estão mais fracos, ou o medo do povo mais forte? Por que o aumento no numero de igrejas e ritos litúrgicos não fazem diminuir os problemas sociais? Muita adoração e poucos resultados!


*Por Antônio F. Bispo
   Quando no grupo em que você estar inserido a necessidade de estar certo for maior que a necessidade de fazer o que é certo, abra o olho. É no campo das dúvidas e das desconstruções dos próprios conceitos de verdades que são forjados os melhores sábios, filósofos, intelectuais e cientistas que a humanidade já conheceu. No campo das certezas absolutas e dos conceitos prontos e irredutíveis a respeito de tudo e de todos é que se constroem os maiores arrogantes, os piores terroristas, os melhores tolos e todo seguimento de alienação em massa tem como lastro verdades tidas como inquestionáveis, citadas por pessoas questionáveis em suas intenções. Não é sábio querer estar com a razão o tempo inteiro, mesmo sabendo que aquela razão só levará você ou o seu grupo inteiro a um buraco sem fim, ou irá afetar a sociedade como um todo de modo geral. Nenhum mestre ou líder verdadeiro priva seus alunos ou discípulos de verdades extra curriculares, antes sim os incentiva a busca de múltiplos conhecimentos sem perder o respeito e atenção dos seus alunos. Apenas carrascos e carcereiros procuram bloquear acessos ao mundo exterior criando uma falsa segurança dentro do grupo.
   É no campo da fé nos deuses metafísicos que as maiores “verdades” são fabricadas e mantidas as sete chaves por seus criadores com intuitos secretos e obscuros. Tais verdades incontestáveis podem ser reformuladas apenas por eles, sempre que for necessário. Não uma verdade que tenha como objetivo te deixar mais calmo, tranquilo e sossegado por estar trilhando um caminho certo, mas nesses recintos se constroem verdades, que deixam seus seguidores de almas atribuladas com mais dúvidas que certezas e com instintos de predadores que vivem em bandos, não apenas em função de viver suas próprias verdades, mas acima de tudo de caçar, destruir e destroçar qualquer outro tipo de “inverdades” que ameacem destruir seus frágeis castelos de areia. O líder do grupo, sentado do alto do trono de sua grandeza, recebendo um percentual significante de todo rendimento ou serviço voluntário do grupo, se comporta sempre como um predador alfa, líder da alcateia, farejando de longe qualquer sinal de ameaça, contra atacando quase sempre com ameaças àqueles que parecem abalar seu reino, rogando-lhe todo tipo de pragas divinas que somente um ser igual a ele poderia realizar tais pedidos caso existisse. É pela manutenção do próprio reino que muitos governam, e não pela busca da verdade em si.
   Houve uma época no passado da humanidade, em que os rituais de cultos prestados aos supostos deuses dos povos tribais ou civilizados, seguiam ciclos sazonais, geralmente praticados em épocas de colheitas, plantios, equinócios, ou em datas importantes àquela cultura. Poucas vezes no ano as pessoas se reuniam para render culto coletivo. Havia uma forma particular de cada povo agradecer por um “favor” recebido. O medo da fome, das criaturas da noite, de enchentes ou estiagens longas eram os motivos principais de se reverenciar aos deuses. Com as técnicas de produções artesanais criadas pelos homens, e invenções de produtos uteis ao lar ou a caça, os saques passaram a fazer partes das conquistas diárias pois perceberam que ao invés de produzir o próprio sustento ou utensílios necessários ao dia a dia, era mais fácil tomar a força do outro, daí então as pessoas passaram pedir ajuda aos deuses para matar, roubar e destruir de modo individual ou por meio das guerras, e a render graças por isso. Com base nas desgraças alheias, ou deuses passaram a ser tributados. Cada saque, cada roubo bem sucedido, um culto prestado. Como a ganancia humana parece não ter fim...um novo saque, um novo roubou, uma nova devoção e vários devotos. Gratidão em uma oferta dizimal, frutos, animais, ou pessoas queimados vivas em sacrifício e a certeza que os deuses estavam a apoiar tal causa grotesca. Assim serviam os antepassados os deuses. A própria bíblia estar cheia de exemplos como esses desde o livro de Gênesis delatando por si só, como a ganancia dos homens mantem vivo o culto aos deuses. As pessoas eram gratas por infringirem mal as outras e serem bem sucedidas nesses propósitos. E os deuses diziam amem. Não se pensavam em céus, inferno, igreja mais certa ou coisa do tipo. Por um pouco de agua, um bocado de pão e um abrigo as pessoas faziam coisas absurdas. Havia sempre um ser sobrenatural para que eles viessem pedir proteção ou desejar pragas aos outros. Essa imagem mental dos deuses cultuados sempre estiveram presentes nesses momentos difíceis da humanidade, construído por meio de um diálogo interno, com o intuito de calar as perguntas ainda sem respostas para um mundo tão complexo e fenômenos desconhecidos.
Com o passar do tempo, outras datas foram surgindo, mais deuses foram criados, mais ritos foram sendo implantados e mais dias de ritos litúrgicos sendo inseridos. Eram deuses tribais e cada povo querendo sobrepujar o outro para mostrar o poderio do seu próprio deus. Quase todos diziam estar servindo a um deus criador de tudo e todas as coisas, pregando desse modo um deus universal com fins pessoais. Nesse aspecto nada mudou nos dias de hoje. Cada igreja diz servir a um deus verdadeiro, universal, criador de tudo e de todos, mas contrariando o próprio significado da palavra de deus universal, usando a ideia deus como ferramenta pessoal para enganar, oprimir, iludir, extorquir e incendiar discórdia entre os povos vivem a se aniquilarem, ou considerar inválido os ritos litúrgicos uns dos outros. Deus é universal, mas você só será salvo se fores filiado ao meu grupo, entende? Aceitar jesus? Só se for na minha igreja! Ritos doutrinários corretos só a minha igreja tem e ponto final!
   Os conceitos de fé de algumas crenças em seres metafísicos parecem ser uma grande piada sem graça. Os modelos de crenças de algumas denominações cristãs que se auto intitulam de “sã doutrina” surgida nos últimos 200 anos no ocidente parecem ser um livro completo de comedia macabra devido a tantos conceitos que destroem a própria ideia das qualidades atribuídas a ideia deus e das intenções do grupo. Uma mistura de várias ideologias confusas e auto anulatórias, mas que são inquestionáveis segundo livro de regras do próprio agrupamento. Alegam servir a um deus que ama a todos, somente a todos que se juntarem ao grupo. Um deus que dizem não se submeter a ninguém, mas que ao mesmo tempo usam-no para intimidar, extorquir, ameaçar e amedrontar os menos afortunados pelo conhecimento livre de dogmas desde o berço. Um deus imaterial e imortal, mas que ao mesmo tempo precisa de seus recursos físicos, financeiros e de sua adoração, senão deixa de existir...percebeu a incoerência? Provavelmente não! No campo das religiões, ninguém é ensinado a perceber o obvio, apenas seguir, obedecer e ter fé se não quiser se publicamente reprimido.
No passado havia poucos rituais de cultos e alguns problemas sociais. Hoje a quantidade de ritos litúrgicos no mundo inteiro aumentou em mais de 1 milhão de vezes em um único dia se compararmos a 1 ano inteiro da mesma atenção dada aos deuses do mesmo mundo de 4 ou 5 mil anos atrás. Nos países latinos hoje você encontra uma igreja praticamente a cada 200 metros. Há igrejas com espaço interno para mais de 100 mil pessoas. Há igrejas que não fecham as portas pois tem culto 24 horas por dia, com mais de 10 turnos de obreiros diferentes para cada 2 horas de rito. Há igrejas para todo tipo de gosto, bolso, opção sexual, expressão artística e interesses masoquistas e nem por essa razão os problemas sociais amenizam, antes sim parece crescer dia a dia contrariando a própria ideia de que se o povo se voltar para deus, ele “sara sua terra”.
   Vale lembrar que os problemas sociais aumentaram em centenas de vezes também nos últimos séculos. Aumentou tanto quanto o número de igrejas que abrem todo dia garantindo soluções instantâneas para problemas milenares. Com tanta gente clamando ao “deus verdadeiro”, deveria ver o contrário! Sou honesto em assumir, que a população mundial aumentou em centenas de vezes nos últimos 5 mil anos. Uso a mesma honestidade para citar que segundo os próprios dizeres cristãos, quanto mais o povo clama a deus, cultua e contribui financeiramente, mais ele resolve nossos problemas e os problemas da humanidade como um todo. Nem preciso passar na cara que isso não é verdade e que é só um meio para aumentar ainda mais a distância entre os povos e causar desequilíbrio sociais quando se criam castas desviando dinheiro para uma única fonte (o comando da igreja)! Quem resolve os problemas sociais é a cooperação mutua entre os indivíduos por meio de criações e policiamento de leis justas, que sirvam a todos e não apenas a uma elite privilegiada. A corrupção individual se reflete no coletivo e isso faz ruir a ordem social. O surgimento desordenado do número de igrejas e ritos litúrgicos só deixa ainda mais claro os motivos esdrúxulos com que mentes vaziam se apropriam dos deuses para fins pessoais. As pessoas que mais causaram e ainda causam impactos sociais para o bem de todos, tem pouca ou nenhuma ligação com seres metafísicos, mas entendem muito bem como funciona a mente humana e seus reflexos na sociedade. Achar que só é possível fazer o bem sob a figura de um deus ou de uma igreja é o mesmo que achar que só quem usa uma capa vermelha e uma cueca por cima da roupa com um S no peito é capaz de fazer o bem e ser chamado de herói!
Outra prova de que é um ato estupido atribuir aos deuses e a seus representantes as soluções para os nossos problemas sociais é a atual bancada evangélica e seus loucos defensores em nosso país. Boa parte destes “santos homens”, sempre se valendo da ignorância alheia e do discurso religioso, usam a ideia do sagrado, para ocultar seus intentos profanos. Dizem os intencionais candidatos e seus apoiadores de púlpito, que quanto mais houver “jutos” e “servos de deus” governando ou infiltrados no poder público, mais ordem social e menos corrupção haveria em nossa nação. Isso é verdade? Claro que Não! Absolutamente não! Escandalosamente não! Nos últimos 20 anos bancada evangélica e número de “homens de deus” infiltrado no governo (a maioria ganhando sem trabalhar) aumentou em mais de 30 vezes, e os escândalos de corrupção, inclusive envolvendo os tais da própria bancada e tantos outros demais, aumentou em mais de 500 vezes. Grande piada! Grande mentira! Grande engano! Segundo esse discurso vazio para arrancar voto, deveríamos hoje ser a nação mais justa no mundo, no entanto somos piada no mundo inteiro, por uma corrupção nunca vista igual até onde se tem registro em nenhuma outra sociedade civil organizada! Que vergonha! Que mancada! Que prova contundente de um discurso vazio, sem efeito e que envergonham a própria crença! Ou esse deus que eles representam é cego, mudo e surdo que não houve aquelas orações matinais feita no congresso (ferindo o próprio conceito de estado laico defendido na constituição), ou ele também parece gostar disso, pois aumentando-se o temor do povo mediante o caos, a desordem, o desemprego e calamidade pública, as igrejas se enchem, as adorações aumentam, e o faturamento aumenta muito mais! Muito suspeito isso...Já vi isso em vários filmes de terror, onde sem saber, a vítima contrata pessoas para se proteger, sendo que as mesmas são as que tem a intenção de as matar ou extorquir até o último centavo.
Em praticamente quase todas as camadas de vida animal e vegetal, viver em bandos ou em ou estar em grupos aumenta em muito a chance de sobrevivência pela divisão do trabalho, proteção uns dos outros, ou ataque coletivo quando necessário. Com os humanos não é diferente. Vivemos em bandos e formamos grupos para todo tipo de evento, situação ou opinião que se possa imaginar. De trabalhos, comercio, politicas, científicos, religiões, gostos, entretenimentos, prazeres, etc. Em todo o grupo é comum eleger-se um líder. Quando não há eleição, o mesmo se autoproclama líder, seja de forma verbal ou não verbal, pelo uso da força física, coação psicológica ou situações econômicas. Pelas políticas de hierarquias do próprio grupo ou pela desenvoltura técnica ou de oratória, todos almejam de certa forma chegar ao topo do poder e comandar. O mundo animal não é diferente do nosso. O problema é que nos julgamos superiores a qualquer outros seres e nesses casos deveríamos estarmos o tempo inteiro alertas, fazendo o uso da razão para não deixar que o poder que uma vez adquirido não seja nosso mestre dominador. Quem lidera, o faz por um propósito. Todo poder e todo reino tem o seu momento de aclive, declive, estagnação ou finalização. Tem sido assim com os grandes ou pequenos impérios. Tem sido assim em todo o ciclo da vida. Quando não entendemos isso, tornamos a nossa existência e a de outros um fardo, e a busca pelo domínio do outro é superior a sobrevivência do próprio grupo. Para uma mente não evoluída, é melhor estar certo o tempo inteiro do que viver em paz ou fazer o que é certo. Para isso, mentir para si mesmo ou construir provas falsas juntos com pessoas de mesma mentalidade é o caminho mais curto para manter a falsa aparência de dominador ou dono da razão.
   Note que de modo geral, a nível global, a quantidade de ritos litúrgicos prestados aos deuses metafísicos em nada diminuíram as desigualdades sociais, antes sim, tem criado segregação e criação de castas entre os povos, pois qualquer “ze mané” que auto se proclama ou que é proclamado ungido, passa receber um percentual do trabalho social produzido pelos membros congregacionais, sendo que em sua maioria, nada de bom produzem ao social e a maior parte dos resultados ou lucro produzido pelos membros fica destinado a liderança ou dividido entre as hierarquias do grupo. Se para cada dez assalariados, o líder terá um salário para sí, a medida que a quantidade de membros aumenta, aumenta-se também as contribuições, e aumenta-se também mais pressões para gerar mais contribuições. Todos quando abrem uma igreja começam mansinho, com cara de bobo, de serviçal gratuito mas quando passam dos 50 membros em sua igreja, o rei desce para barriga e as coisas mudam. Já se acham influencia social, e vão negociar cargos públicos sem nada fazer, ou inventar meios de aumentar os lucros ungindo lixo e vendendo como luxo. Assim, ao invés de criarem pontes entre os povos, cria-se um abismo entre eles. Falei no início desse texto, que quando os homens primitivos descobriam que era mais fácil tirar do outro o que precisavam do que construírem suas próprias ferramentas ou meios de sustento, os ritos litúrgicos começaram a aumentar. Nada mudou. Proíba a cobrança dos dízimos e ofertas nas igrejas e me digam quantas delas iriam existir. Para cada 10 mil restaria apenas 1, até que inventassem outro meio de manipulação. O culto aos deuses é movido pela ganancia e pelo medo e não pela necessidade de uma melhora interna ou melhora social coletiva. Tem sido assim desde os primeiros ritos de culto. Por mais bonzinho que pareça ser um líder religioso, ele faz parte de uma hierarquia que dita as regras do jogo e se eles não puderem ter uma parte de seu faturamento, ou pelo menos meter o dedo em sua vida para te dar opinião e dizer o que você tem de fazer dentro e fora daquele recinto, você será convencido a deixar aquele recinto, pois seu modo de “servir a deus” não convém ao grupo. Os verdadeiros “pastores” ou guias espirituais não procuram holofotes, nem favores, não querem obediência, não bajulam nem se deixam bajular e não esperam nada em troca de ninguém. Geralmente são tidos como loucos e nadam contra a maré, porem são buscados pelas mentes mais refinadas quando necessário.
   A grande verdade é que toda grande mudança social benéfica que tem sido produzida seja em quaisquer setores sociais, foram mudanças provocadas por pessoas com pensamentos não tribais e sim com raio de intenções além do próprio umbigo ungido. Juristas, estadistas, educadores, cientistas, pesquisadores, pensadores e cidadãos livres do medo dos chicotes dos deuses ou que fazem o bem independente de terem sobre si a promessa de castigo ou recompensa divina, estes sim são os verdadeiros atores sociais responsáveis pelas mudanças benéficas que sofremos ao longo da história, e não os seres metafísicos e seus representantes gananciosos e capachos uns dos outros. Somente os que são honestos o bastante para avaliarem a história de suas crenças até a origem iniciais serão capazes de refletirem sobre isso. Os demais negam de imediato e só buscam informações que concretizem suas linhas de crenças, não importa se tais fontes foram reveladas por branca de neve, o pé grande, ou um anjo querubim. É uma atitude comum do indivíduo que prefere a fantasia a realidade. Somos todos ensinados desde a infância a parar diante do desconhecido. Mas o “desconhecido” criado pelos líderes religiosos é apenas uma barreira para bloquear o pensamento dos que se arriscam a sair dos seus lucrativos currais. Nesse âmbito, ler um simples jornal matinal ou qualquer outro tipo de literatura que não seja produzida pelo grupo se torna um crime, simplesmente por ver nesses termos um meio de perder sua fonte de lucros. Me provem o contrário não perseguindo os membros quando os tais se comunicam com pessoas de outras igrejas ou de outros credos! Me provem o contrário abrindo uma igreja para cegos, mudos, surdos, ou amputados, todos eles sem salário algum, mas que de igual modo tenham uma alma importante a ser salva. Quero ver alguém abrir uma igreja dessa e quanto tempo vai durar...
Quanto ao bem estar físico momentâneo provocado em alguns ouvinte nos ritos de culto, isso não posso negar. Para todo o aflito, até o amargo é doce! Não posso negar que cada um de nós temos uma linguagem interna de nos comunicar com o mundo e cada um de nós usamos linguagem não verbal para nos comunicarmos internamente e com os outros. Do mesmo modo que os amantes de uma música sacra “viaja” ao ouvir seus coros favoritos, um amante de heavy metal sente a mesma coisa ao curtir aqueles sons ensurdecedores, ou os amantes de peças teatrais sentem o mesmo ao se deliciar curtindo uma peça de Shakespeare. Isso vale para tudo: música, futebol, artes, cinema, profissionalismo etc. São reações humanas e não tributos dos deuses.
Não posso negar que certos ritos litúrgicos promovem um estado de transe que faz os ser que cultua viajar para outros mundos e ter seus sentidos elevados, podendo ter clarividência, clariaudiência e outros poderes mediúnicos momentâneos. Os portais da percepção se abrem de modo diferente para pessoas diferente. Isso é verdade! Cultuar, cantar, bater palmas, marchar, pular, gritar, correr, falar “línguas estranhas” são causas ou efeito daquele que entra em transe no processo litúrgicos e isso vale para qualquer culto e não apenas o cristão e isso não define caráter ou santidade de ninguém, antes sim, os maiores sem caráter do grupo, se valem desse artificio para criar uma áurea de santidade, livres de suspeitas, enquanto aprontam as escondidas. Afirmo isso e não nego. Do mesmo modo que não posso negar, que se formos defender a “bondade” dos ritos litúrgicos baseados apenas em situações de transe e “bem estar” momentâneo dos envolvidos no rito em experiências pessoais, teríamos de admitir, aceitar e legalizar o uso de drogas como LSD, cocaína, ópio, cogumelo sagrado e tantas outras que vocês mesmo podem pesquisar, e que são capazes de alterar todo o metabolismo, incluindo os sentidos da percepção e fazer com que o usuário tenham também as mesmas visões e revelações que um crente pode ter num rito litúrgico ao “deus verdadeiro”. Ou seja, se um crente entra em elevado estado de consciência durante um rito litúrgico, um cara que traga um baseado também alcança o mesmo estágio e nem por isso podemos concluir que ambos vieram a ser criaturas iluminadas por isso.
   Por que um crente quando entra em transe numa igreja atribui-se estar recebendo revelação de deus e por que um maconheiro em transe estar tendo visões do diabo? É o meio do transe que justifica a divindade ou vale o que é feito depois do transe? Quem define se é de deus ou do diabo? O transe, ou o efeito depois dele? Quem provoca maior prejuízo: ter uma visão de deus depois de um culto e sair ofendendo e agredindo a todos verbalmente por se achar cheio de deus, ou o cara que fumou seu baseado teve umas visões de do dia a dia e foi deitar? Deixo claro que não faço apologia a uso de entorpecentes, nem aos que são ofertados nos ritos litúrgicos chamados de “poder de deus”, nem aos que são ofertados nos becos das esquinas, nas caladas da noite. Pesquisem na história bíblica e notem que sempre depois de um profeta sair de um transe espiritual vinha sempre uma ordem de matança coletiva aos “infiéis” ou uma promessa de desgraça a uma nação alheia. A bíblia tem centenas de casos desses. Ninguém pode negar, estar escrito! Quase todos leem isso diariamente, só não prestam atenção! A visão do sagrado deveria provocar coisas boas nas pessoas, mas em alguns tem efeito contrário! Que situação! Cada um projeta nos deuses aquilo que interiormente é ou tem vontade de ser! Malvado, fanfarrão, autoritário, afeminado, louco, colérico, esquizofrênico, voz cavernosa...Veja você mesmo! Se vires alguém em transe num rito litúrgico pentecostal, de linhas africanas ou indígenas verás outros lado da pessoa que não conhecia! Você vai se surpreender (não recomendado para pessoas que não gostem de passar ridículo e armar barraco)!
No que diz respeito a barbaridades cometidas em ritos de cultos recentes, temos o caso jornalísticos daquela família que praticou canibalismo dizendo ouvir vozes durante um transe de culto, e aquele sujeito que matou o cartunista depois de receber uma ordem do próprio jesus. O transe é o mesmo, o cérebro é o mesmo, mas se você faz parte de uma igreja, chama-se isso de revelação de deus. Se não faz....nem preciso completar a frase, não é? Outra verdade que não devemos esconder, mas que muitos religiosos escondem sobre o próprio passado da religião, é que seus sacerdotes e videntes, faziam uso de drogas alucinógenas antes de receberem tais “revelações divinas”. Agora dá pra se entender o porquê dessas revelações malucas não é? Se essa é a primeira vez que você tem acesso a esse tipo de informação, você vai ficar chocado, mas existe dezenas de documentários e livros produzidos por pessoas de confianças que defendem essa hipótese. Em um deles por exemplo, defende-se a hipótese que se jesus existiu, ele fazia parte de um grupo zelote, e que esse grupo assim como tantos outros usavam ervas alucinógenas antes dos ataques aos frontes romanos, e inclusive o apelido de Pedro como “filho do trovão” era devido ao uso demasiado de uma planta alucinógena, e por isso seu comportamento tempestuoso relatado pelo próprio Jesus nos evangelhos. São informações disponíveis a todos. Pesquisem e fiquem com a parte que mais lhe conforta por enquanto. A medida que desejo da verdade for maior que o conforto das mentiras, você vai pesquisando mais e mais. Eu não crio os fatos, apenas aponto pontos desconhecidos dos próprios fatos.
Nesse ponto, retorno ao paragrafo inicial do texto: quando no grupo em que você estar inserido a necessidade de estar certo for maior do que a necessidade fazer o certo, abra o olho...Sem deixar de lado a questão das bobagens que fazemos em nome dos deuses quando estamos em transe nos ritos litúrgicos ou por influência destes, vamos ver o que podemos fazer de modo consciente.   
    Em todo ajuntamento humano onde vires pessoas convivendo juntas irás notar esse tipo de atitude entre alguns dos membros do grupo: estar sempre certo é o alimento dos tolos e a armadura do ignorante! Anos de estudos, experiências vividas ou pesquisas cientificas construídas por outros, nada vale quando o quesito principal é querer ser o dono da verdade! Ninguém precisa da verdade quando a fantasia é mais confortável! Nesse ponto, os ajuntamentos políticos e religiosos, são os detentores de todos os recordes de estupidez que a humanidade já possam ter catalogado. Em todo ajuntamento político e religioso há sempre um mundo surreal, construído lado a lado de um mundo real. Os líderes ou membros desses ajustamentos transitam entre os dois mundos o tempo todo e sempre que necessário atacar-se-ão ou defender-se-ão usando os mesmos discursos, moldando apenas à necessidade do momento. As vezes estarão com os pés nos dois mundos simultaneamente. Criam céus e infernos imaginários. Criam partidos políticos “perfeitos” para demonstrar que todos os demais estão errados. Omitem, distorcem, retorcem, aumentam, diminuem sempre que necessário, usando-se de leis reais, somente quando for para livrar a própria pele ou subjugar o outro. Demonizar o outro é sempre a arma do mais fraco. Nesse conceito as religiões se tornam fracas pois seriam inválidas se não fossem os serem demonizados. O lucro das igrejas vem exatamente pela propagação do mal e não pela criação do bem. Suas fontes de lucros sessariam se o mal também acabasse.
   A questão da corrupção como praga social, vai muito além do desvio de verbas públicas em benefício próprio. Ela começa em cada um, de forma individual, num diálogo interno quando aquele que fala consigo mesmo é vencido pelo desejo de levar vantagem sobre os demais o tempo inteiro, sem refletir nos efeitos colaterais. Para cada ação uma reação. Para cada ação isolada, uma reação em cadeia. Essa é a lei da física, acredite, aceite, entenda ou não. Em seu mundo particular, aquele que se deixou vencer, imagina que em suas atitudes, tudo será perfeito e suas ações serão restringidas apenas a si próprio ou ao grupo qual esse indivíduo se encaixa. Ledo engano. Um bater de asas de uma borboleta no Japão, irá causar um tsunami na costa americana, já dizia uma pessoa com visão mais ampla do mundo. Rituais de adoração não irão pagar suas contas mensais no mundo real mas podem te deixar com uma falsa confiança que vão.
Existe algo que jamais paramos para pensar: a realidade é liquida e não sólida como imaginamos. Ela geralmente toma as formas de nossas necessidades e ambições. O desejo e ambições de nossa espécie, estar sempre voltado para aquilo em que foi dado determinada atenção e inserido algum tipo de valor. Criamos nossas verdades e realidades baseado sempre no interesse coletivo.
Observem bebês brincando e como elas se comportam, e vejam se a maioria de nós não nos comportamos como eles, vamos viver toda nossa existência como eternos bebes, brigando por coisas insignificantes, apenas por que outros voltaram os olhos aquele ponto. Ponha mais de duas crianças brincando juntas e observe: a atenção de todos se volta para aquilo que no momento parece ser mais atrativo. Dê brinquedos caríssimos a cada um deles, e depois ponha objetos simples ao seu redor. Observe que apesar de todos terem brinquedos iguais, se um deles consegue se divertir mais com um brinquedo usando sua criatividade, todos os demais irão largar o objeto idêntico que possuem em suas mãos, e irão á procura daquele objeto “magico” que estar sob o poder do outro. A criança criativa, irar largar tal objeto e irá pegar um outro, e de igual modo, sua criatividade fara com que o mesmo sinta prazer ao brincar, não importa qual seja o objeto que possua em suas mãos. Quem dar prazer a vida é o usuário, é não o objeto em si. As pessoas vivem se entupindo de coisas para dar sentidos as suas vidas ocas e mesmo assim continuam vazias. Então procuram no discurso religioso um amparo e em certos casos será pior. A ideia de valor estar ligada desde cedo aquilo em que mais de uma pessoa demonstra atenção pelo mesmo objeto. Assim, somos como eternas crianças, se interessando pelo que os outros se interessam e perdendo o interesse também quando outros perdem.
Estamos sempre voltando a atenção ao objeto alheio, só por que parece ser mais prazeroso ou por que nos poupará um esforço maior para obtê-lo. Assim desejamos o conjugue ou parceiro afetivo do outro mesmo já tendo um ou vários! Desejamos o automóvel, emprego, posição, título e tudo do outro e depois de destituirmos o outro de todas as suas benesses, continuamos tristes e apáticos, e não nos damos conta que a felicidade de uma pessoa realmente feliz, não estar nos objetos que essa manuseia, antes sim no seu diálogo interno consigo mesmo e na compreensão do mundo do mundo ao seu redor. Todos temos vários instintos, mas parece que usamos apenas o da caça, para comer, destroçar e destruir aquilo que é do outro achando que nos alimentando do outro ou subjugando-o seremos mais felizes. Então criamos deuses, ou corrompemos eles com dízimos e ofertas elevadas para que eles fiques do nosso lado e sejamos sempre avantajados em tudo.
   Quantos não se sentem feliz em vencer o outro no debate, mesmo quando o assunto em debate não passa de lixo improdutivo? Mas por que debater se mais interessante do que ter razão é agregar o conhecimento do outro junto ao seu tendo que as vezes diminuir ou multiplicar tal equação para um convívio melhor? Se ao invés de subjugar o outro, uníssemos forças a esses dividindo conhecimentos e afazeres, não precisaríamos dos deuses metendo o bedelho em tudo!
   Os recintos de culto religiosos tem se tornado campos de discursos vazios para pessoas vazias! Confundem a realidade da vida com a realidade do mundo construída pelo seu próprio grupo. Cada fundador de igreja ou liderança eclesiástica costumam construir um mundinho particular e prender seus liderados ali, naquele círculo fechado, com pôneis cor de rosa ou dragões alados cuspidores de fogo! Por isso os membros, apesar de mentir para si mesmo que são felizes, vivem frustrados, desesperados, mantendo falsas esperanças criando deuses e mais deuses, cultos e mais cultos, liturgias e mais liturgias, campanhas e mais campanhas, enganando a si mesmo, que daquele montão de probabilidades, haverá uma em que fará com que seu mundo de fantasias se torne real. Por trás de cada fiel que se debruça sobre campanhas financeiras, absurdamente construídas para de modo descarado minar o dinheiro e tempo útil do fiel, estar uma alma iludida pela ganancia ou desesperada para que sua realidade construída interiormente e expressa ao mundo venha se tornar realidade. Por trás de cada “ungido de deus” que lança campanhas desse tipo diariamente, há quase sempre alguém que por estudos do comportamento humano ou pela convivência com vários tipos de pessoas, descobriu como pessoas diferentes, reagem a estímulos diferentes. Os fieis coitados, que assumem para os 4 cantos do mundo que conhecem os insondáveis mistérios de deus, não conhecem nem a si mesmos, e por isso seguem como ovelhas perante seus tosquiadores ofertando tudo e mais um pouco, para que os seus sonhos de grandeza se realizem. A sociedade mudou, mas o velho instinto primitivo de levar vantagem sobre os demais continua o mesmo.
De igual modo, a política deveria ser a arte de governar em favor do povo. A política como a conhecemos nos últimos séculos, tem sido apenas um braço direito da religião. Cada partido recém criado é a esperança de um novo paraíso na terra. É certeza da denominação do partido do outro é o que eles mais desejam. É a garantia de um conflito interminante e causa de desvio de dinheiro e atenção por tempos indeterminados. Nas câmaras municipais e congressos, mais de 90% do tempo útil dos políticos, não tem sido para apresentar soluções a problemas sociais, antes sim, para denegrir a imagem do outro, trocar acusações e ver quem faz mais barraco para aparecer nas mídias sociais como salvador da pátria. Pagamos para homens engravatados travarem uma guerra de egos e chamamos isso de política e ainda torcemos para um dos lados, como se fosse um time de futebol como se não fosse nós os principais penalizados.
   A outra triste realidade é que qualquer pessoa que não se dobre a esse modo doentio de ser, receberá todo tipo de conotação negativa e será perseguido por todos os lados e por quase todos os grupos. Parece que a regra civil mais obedecida numa sociedade organizada é a regra de ser imbecil, hipócrita, idiota, de ego cheio e discurso vazio. Você tem de estar inserido em um grupo, nem que seja nos dos imbecis! Ser diferente é crime. Usar o cérebro é perigoso. Construir um diálogo interno de lucidez é como construir uma bomba atômica: todos irão te vigiar por todos os meios, com receio que a tão poderosa arma seja usada para subjuga-los assim como eles, por meio da burrice e falso discurso moral tentam subjugar o outro. O grande engano é que quem aprende a governar a si mesmo, não estar nem um pouco interessado em governar os outros como forma de subjuga-lo, antes sim, quando esse vier o fazer é no intuito de elevá-los a um patamar maior, de não tê-los como inferior ou superior, mas de os tê-los como aliados na conquista da liberdade humana do reino do medo e da ignorância imposto pela falsa ideia de ter um deus universal para uso particular.
Ao invés de pesquisar sobre a vida e ensinamento de grandes sábios orientais e ocidentais que já conviveram ou ainda convive entre nós, as pessoas comuns tendem a fazer uma religião em torno desses, lhes prestando culto e lhes fazendo oferendas em troca de favores pessoais. Não estudam não trabalham, não se esforçam e acham que ofertando dinheiro ou honrarias a pessoas que já morreram séculos atrás, terão seus problemas resolvidos! Nenhuma pessoa de alma evoluída vive em torno de culto, favores, adoração ou exploração alheia em benefício próprio para de outro. Somente pessoas pobres, vazias e medíocres, veem o outro como eterna fonte de lucro, poder e prazer. Nesse ponto, os livros das mitologias que pregam que o homem fora feito a imagem e semelhança dos deuses para cultua-los e os servi-los, acabam por classifica-los como sendo criaturas, pobres, medíocres e sem nada de útil a nos oferecer além de favores mediante bajulações. Criar um ser vivo apenas para o adorar, é o cumulo do egoísmo, o princípio da escravidão e não da libertação! Como acreditar que uma pessoa fez o céu pensando em ti, se ao mesmo tempo criou o inferno já pensando na hipótese de ser recusado e assim punir a você pela desfeita em não lhe render adoração? Adoração é para os fracos e incompletos! Considero que toda mitologia cristã, e todo rito de culto seja ele qual for que ainda tenha como metas principais cultuar, adorar ou render sacrifício a qualquer divindade, devam ser revisadas todas, sejam elas quais e quantas forem. Só poderemos deixar a era da escuridão, quando entendermos que se os deuses estão acima de qualquer elemento ou tributos humanos, eles não precisam disso para continuarem existindo. Ou os deuses criaram o homem a sua imagem e semelhança, ou assumam que os homens criaram os deuses a sua própria imagem e nada mais precisa ser explicado! Enquanto tributos e adorações forem a moeda de troca para nos relacionarmos com sobrenatural, estaremos afundados no lodo da ignorância, soberba, ganancia e prepotência dos que dizem representar tais divindades. Qualquer líder arrogante, prepotente ou que vive do luxo as custas dos outros, será reduzido a nada quando os seguidores do metafisico entender esse “mistério”. Se os deuses são completos de nada precisam, seus representantes que trabalhem para terem uma vida digna assim como todos os demais membros da sociedade, e deixem de inventar cada dia novos meios para arrancar dinheiro nesse vasto mercado da fé.
   Quanto mais se prolifera o número de igrejas e ritos de adoração a seres metafísicos, mais a sociedade se corrompe e se degenera, só fica provado o quanto inútil é esse modelo de vida social coletiva e inútil é a barganha feita com os deuses e seus representantes. “Quanto mais se reza, mais assombração aparece”. Essa é a mensagem deixada cada vez que mais uma igreja aparece, mais bugigangas ungidas são vendidas e mais guerras santas são travadas.
   Os países que mais tem demonstrado indicies de desenvolvimento humano e combate à pobreza e a corrupção, não são os que tem se voltado ao mundo dos deuses e sim as realidades das condições humanas. Se quisermos mudar nossa realidade teremos de fazer o mesmo.
   Fazer o que é certo não, pensando apenas em castigos ou recompensas dos deuses só deixa o homem mais brutal e bestial como verdadeiros animais adestrado em circos de horrores. Fazer o que é certo pensando no efeito real coletivo, faz com que seres inteligentes protejam a si mesmo e o ambiente dos perigos que ameaçam a vida em cadeia, inclusive a do mundo metafisico criado na cabeça fanáticos da religião.
   Nossa sociedade vai melhorar quando nos curvarmos menos aos seres metafísicos e seus representantes, olharmos todos de igual para igual e por meio do diálogo buscamos juntos soluções para problemas reais. Não dá para se resolver problemas reais usando soluções para o mundo das fantasias. Problemas reais, soluções reais! Nossa grandeza ou fracasso dependem mais de nosso conhecimento e coragem de mudança do que do bom humor dos deuses metafísicos! Saúde a todos.
Texto escrito em 17/6/2016


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