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O Arado
Luís Eduardo Fernandes Vieira

Aperte firme minhas mãos
juntos aremos esta terra
que há anos trabalho,
com vontade resoluta.

Voam mariposas,
cantam grilos, quando o sol se põe
e o ceu se fecha
como uma mão negra e sombria.

Meu suor fazem sulcos
como a terra
abre-se às sementes, sem parar.

Voam mariposas,
cantam grilos, quando o sol se põe
e o ceu se fecha
como uma mão negra e sombria.




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