Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
O Agora!
Momento Mori: Por que o futuro é o lugar onde ninguém vive.
Fillipe Veloso

Resumo:
Nesta reflexão autoral, o autor explora o paradoxo da condição humana: vivemos mergulhados em uma 'fila de problemas' e demandas futuras, ignorando que o amanhã é uma construção incerta. A partir do impacto de perdas reais e precoces, o texto confronta a epidemia de ansiedade e o excesso de futuro, resgatando o conceito de Memento Mori para nos lembrar que o único território real que habitamos é o 'agora'. Um chamado urgente para trocar o acúmulo de títulos e planos pela coragem de viver, perdoar e agir no presente.

O Agora!
O mundo nos enche de demandas. Demandas de adulto — adulto esse que uns sequer irão chegar a ser, ou demandas que o mundo sequer chegará a impor. Digo isso porque a brevidade da vida, por mais conhecida e inevitável que seja, nunca, sob hipótese alguma, nos encontra preparados para lidar com ela. Por mais preparados emocionalmente, psicologicamente ou espiritualmente que estejamos, nunca será suficiente. Aquele paciente internado em estado vegetativo há sete anos, um coma profundo há dois... seja lá o que for, quando a notícia fúnebre chega, ninguém — eu disse nenhum ser humano que já tenha passado por esta terra em seus milhões de anos, do Homo sapiens aos Neandertais — deixa de ficar baqueado e balançado com tal notícia.
Vivemos sempre no futuro, fazendo coisas e planejando o "quando". "Quando eu me formar", "quando eu receber", "quando eu for", "quando eu chegar"... quando? Até que a brevidade da vida lhe chama. Esta é a realidade: estamos com uma epidemia de excesso de futuro (crise de ansiedade). Estamos sempre planejando algo, juntando títulos, acumulando coisas ou querendo acumular, esperando o famigerado "quando".
O "quando" não chega para ninguém, porque nós, seres humanos, temos por natureza a mania de criar o que chamo de "fila dos problemas". Estamos sempre esperando o "quando", sempre querendo algo, e, quando conquistamos, na verdade isso vira apenas um "problema resolvido", e logo vem o próximo desejo na nossa fila. Deveríamos largar o "quando" e o excesso de futuro para nos lembrarmos firmemente da expressão em latim Memento Mori, que em sua mais bela e singular definição nos diz exatamente: "lembre-se de que você irá morrer".
Por isso te digo que, viver no futuro é altamente alucinógeno. O futuro é uma construção do presente. Jamais viveremos no futuro, porque quando o futuro chegar, ele será o agora. O amanhã será mais agora do que o agora!
Por isso, pelo menos no momento desta leitura, lembre-se e valorize o agora. Você é o agora, você faz agora, você resolve agora. Diga que ama agora, perdoe agora, ligue agora, livre-se do que te faz mal agora! O agora não "chega"; o agora é. Ele vem para nos lembrar que, do nada — do absolutamente nada — tudo vira de cabeça para baixo. Em um instante, tudo aquilo que foi planejado muda e não faz mais sentido. Tudo aquilo que foi acumulado não será mais usado e sequer terá para outra pessoa o valor que tinha para você.
Valorize o agora. Valorize seu tempo. Não perca tempo com o que talvez não chegue e que, se chegar, talvez não seja tão doce quanto você imaginou. Por isso, faça, diga, ligue e largue, se tiver que largar, AGORA!


Biografia:
Número de vezes que este texto foi lido: 61


Outros títulos do mesmo autor

Cartas O Agora! Fillipe Veloso


Publicações de número 1 até 1 de um total de 1.


escrita@komedi.com.br © 2026
 
  Textos mais lidos
O LIVRO DE JASPER 3 - paulo ricardo azmbuja fogaça 66945 Visitas
Abestado - Roberto Machado Godinho 66909 Visitas
ARPOS - Abacre Restaurant Point of Sale 5 - Juliano 66889 Visitas
A múmia indígena - J. Athayde Paula 66799 Visitas
Jean Wyllys e Valdeck Almeida lançam livros em Jequié/BA - Valdeck Almeida de Jesus 66742 Visitas
“O CARNAVAL TAMBÉM PASSA” - Sílvia Araújo Motta 66668 Visitas
Faça alguém feliz - 66607 Visitas
O alvo - Pedro Vieira Souza Santos 66569 Visitas
A morte de Franz Beckenbauer - Vander Roberto 66521 Visitas
Poente doente - Anderson C. D. de Oliveira 66498 Visitas

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última