Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
Depressão e fim de ano
Professor Jorge Trindade

Resumo:
Se tiver que chorar, não chore para dentro. Chore para fora. Lembre-se de que, quando as palavras são ditas e escutadas, é possível construir novos significados

A chegada do fim de ano suscita questões de passado e futuro. Como foi e como será. Exige respostas e novas perguntas. Descanso das lutas ocorridas no ano que finda e ação e energia para o ano que se inaugura. Esse movimento de transição pode desencadear alegrias e tristezas, mas também sentimentos depressivos.
Sentimentos depressivos são desânimo, apatia, ansiedade, medos irracionais, angústia e sensação de não conseguir lidar com as demandas que virão pela frente, rotineiras ou não.
Isso não é a mesma coisa que uma simples tristeza. A tristeza é um sentimento profundamente humano. Leva-nos a avançar. A tristeza é passageira, transitória. Costuma ir embora com o passar dos dias.
Já a depressão, é diferente. Ela puxa para trás. Seu conteúdo é de retrocesso e culpa e a culpa nunca é boa companheira. A depressão é paralisante. Deixa a pessoa congelada, imóvel. Ela não consegue andar para a frente. A depressão é intensamente dolorosa, mas sobretudo improdutiva. Um redemoinho, um turbilhão. Leva a ruminar mágoas e ressentimentos sem permitir uma elaboração, quer dizer, sem propiciar a superação dos conflitos que são próprios da vida, alguns mais visíveis, outros completamente invisíveis.
Na linguagem da psicologia, dizemos que são inconscientes. Estão submetidos a um superego castigador. Tirânico. O superego nessas condições é muito julgador. Não deixa perdoar. A pessoa parece que leva tudo a ponta de faca. Olha tudo pelo lado do pior, como se estivesse andando somente pelo lado escuro da calçada.
Diante disso, será preciso reagir. Pedir ajuda. Na depressão ninguém se salva sozinho. Portanto, não se iluda. Comece já.
Afinal, se você deseja estar com saúde e disposição para passar bem muitos finais de ano e para festejar com alegria a cada ano que se inicia, independentemente de sua idade, é necessário remar a canoa e, para que ela não afunde, deve-se remar forte, com os dois braços. Se a correnteza for forte demais, peça ajuda. Procure alguém com experiência profissional, capacidade e empatia, enquanto você organiza os seus movimentos externos e principalmente internos.
Os aspectos afetivos são os que primeiro precisarão de atenção. Então, se tiver que chorar, não chore para dentro. Chore para fora. Lembre-se de que, quando as palavras são ditas e escutadas, é possível construir novos significados e atribuir sentidos que antes pareceriam impossíveis.

Jorge Trindade
Advogado e psicólogo.
Pós-doutorado em Psicologia Forense
Doutor em Psicologia, Doutor em Ciências Sociais e professor


Biografia:
Advogado e psicólogo. Pós-doutorado em Psicologia Forense Doutor em Psicologia, Doutor em Ciências Sociais e Professor.
Número de vezes que este texto foi lido: 65763


Outros títulos do mesmo autor

Artigos Ano Novo 2024: novas esperanças Professor Jorge Trindade
Artigos Depressão e fim de ano Professor Jorge Trindade
Artigos A lei de alienação parental Professor Jorge Trindade
Artigos Somos uma sociedade de cabeça baixa? Professor Jorge Trindade
Artigos A Política Manicomial Professor Jorge Trindade

Páginas: Primeira Anterior

Publicações de número 11 até 15 de um total de 15.


escrita@komedi.com.br © 2026
 
  Textos mais lidos
Empresários de alta performance - Isnar Amaral 210 Visitas
A Essência do Nada e o Todo - Anderson Del Duque Jorge 201 Visitas
A importância da natureza no desenvolvimento infantil - Viviane Zen 191 Visitas
O ESGOTAMENTO PROFISSIONAL NA EDUCAÇÃO - Lorivane A Meneguzzo e Taise da Luz Sousa 169 Visitas
A senhora da praça - Onihara 129 Visitas
Sincronia Sistêmica® - Isnar Amaral 73 Visitas

Páginas: Primeira Anterior