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Nossa superioridade em xeque
DIRCEU DETROZ

Mascarados, a pergunta que os humanos se fazem é quando a pandemia da Covid-19 acabará. Com a superioridade da raça posta em xeque, creio não ser esta a pergunta correta. Ainda lutando contra a atual e longe de vencê-la, a melhor pergunta seria: Quando enfrentaremos uma nova pandemia.

Saber exatamente quando é impossível. Possível é afirmar que pandemia igual a esta agora se junta aos terremotos, aos tsunamis as erupções vulcânicas e aos asteroides vindos do espaço. Quando ninguém sabe. Que acontecerá é certeza absoluta. E nossa fragilidade não permite nos prepararmos adequadamente para enfrentá-los.

Por falar em mascarados, no caso da Covid-19 para mascarar uma superioridade inexistente, fazemos uso de bravatas. Associamos o vírus com qualquer outra infecção viral que conhecemos. Criamos teorias conspiratórias buscando os fabricantes do vírus. Quem lucraria com a pandemia. Até uma “casta” dos que negam à ciência foi exposta e ridicularizada.

Se alguém que pertence a casta dos negacionismo chamado Donald Trump chegou a afirmar que o vírus foi fabricado num laboratório chinês, podemos imaginar as teorias que nascem nas classes que estão abaixo nesta pirâmide. Colocar a ciência em xeque não pode ser atribuída a uma raça superior. Isto é uma clara demonstração de ignorância. Despindo-nos desta máscara, mostramos a nudez da nossa inferioridade.

Fato. É preciso saber os caminhos que vírus como os da classe que provocou esta pandemia percorrem até atingir os humanos. Isto colocará a ciência mais próxima de encontrar as curas. Da fabricação de vacinas. Quando isto acontecer novamente e acontecerá, possivelmente não veremos em países de Terceiro Mundo ideologias políticas guerreando por um remédio milagroso.

No mesmo rol dos que negam a ciência, podemos incluir aqueles que se negam a mudar seus hábitos. Alguns hábitos humanos são nocivos a vizinhos, cidades, países e até mesmo toda a humanidade. Fica fácil demais atingidos por tragédias e empilhando mortos, sair apontando o dedo acusando os morcegos e os pangolins.

Estudos minuciosos indicam ter sido este o caminho percorrido pelo vírus causador da pandemia que se tornou planetária. Nada de um cientista maluco com tubos de ensaio dentro de um laboratório. Mesmo que não pareça, na natureza tudo é simplicidade. Do hospedeiro natural, o morcego para o hospedeiro intermediário, um delicioso Pangolim. Dali para os humanos. Neste script, a destruição das florestas ocupa todo um capítulo.

Em espécies de morcegos da China, foram catalogados pelo menos 500 coronavírus diferentes. Suas vítimas são animais como o Pangolim, o Civeta e o Dromedário. O castigo muitas vezes merecido sobra para a raça “superior”.


Biografia:
Sou catarinense, natural da cidade de Rio Negrinho. Minhas colunas são publicadas as sextas-feiras, no Jornal do Povo. Uma atividade sem remuneração.Meus poemas eu publico em alguns sites. Meu e-mail para contato é: dirzz@uol.com.br.
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