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São Félix, um santo que já foi príncipe
São Félix de Valóis
Francisco Martins Silva

A peça São Félix, um santo que já foi príncipe é uma obra literária baseada na história de vida de Félix de Valóis, um sacerdote francês que mesmo advindo de família nobre, pertencente à alta nobreza da França no século XII, sendo, pois, um príncipe e dono de enorme patrimônio na realiza, mas, movido pela vocação e fé religiosa, abre mão do título de nobreza e do patrimônio familiar para se ordenar sacerdote e viver sua missão. A atitude de abrir mão da nobreza e do conforto que vivia, a total entrega à vocação sacerdotal, a caridade, os desafios enfrentados durante toda a sua missão em vida, é prova do testemunho de sua bondade e amor ao que era justo e sagrado.



SÃO FÉLIX, UM SANTO QUE JÁ FOI PRÍNCIPE

GÊNERO: drama
PERSONAGENS: 8
Por Francisco Martins Silva
Uruçuí– Piauí
2020

PERSONAGENS
Félix de Valóis
João da Mata
Jovem
Duque de Valóis
Anjo
Guarda 1
Guarda 2
Papa Inocêncio III

ÉPOCA: século XII
LUGAR: França








PRIMEIRO ATO
[Em um cenário típico do período do século XII na França o jovem príncipe Félix de Valóis com trajes normais da realeza vive a pensar e a rezar]

CENA I
NARRADOR
(Em tom solene e grave)
Félix de Valóis, um príncipe da realeza francesa, filho do conde Raul de Vermandois e de Alienor de Champagner, neto de Hugo, Félix ao nascer foi batizado Hugo nome lhe dado em homenagem ao seu avô. Até os 20 anos foi educado como um príncipe, porém, sentia no coração o chamado para a vida religiosa, mesmo cercado de cuidados, de uma boa educação e conforto, Félix vive a pensar e a rezar pela sua vocação religiosa.

FÉLIX
(Pensativo e orante)
Ó Senhor Deus, sinto-me chamado por Vós para viver a vocação religiosa. O Vosso amor é grande, é infinito, a vossa messe é grande, os vossos projetos são inumeráveis, o vosso evangelho queima o meu coração.
Quero servir-lhe Senhor.
Desejo que me chamem de Félix, não mais de Hugo.
Quero viver a vida simples, e não a de um príncipe.
Existem muitos necessitados que precisam de acolhida, apoio e caridade.

NARRADOR
Félix desde jovem costumava acolher necessitados e fazer obras de caridade. Um dos atos fervorosos de proteção e acolhida feitos por Félix foi o de proteger de uma condenação dada por um de seus tios, o duque de Valóis, era a condenação de um jovem que havia cometido homicídio.

DUQUE DE VALÓIS
(Em tom severo e humilhante)
Este jovem que cometeu homicídio, pois ele tirou a vida de um cristão, matou uma pessoa, deve ser preso e condenado, eu lhe darei a punição severa como dita as leis neste reinado.

FÉLIX
(Em tom de bondade, insistente e comprometedor)
Ó Duque de Valóis, por piedade e misericórdia, mesmo diante de grave acontecimento, dai-lhe uma chance, nem que entregue aos meus cuidados, pois farei dele um bom cristão.

JOVEM
(Ressentido e impotente)
Confesso minha culpa, mas, misericórdia...

DUQUE DE VALÓIS
Leve-o e resolva o destino deste jovem que cometeu tamanho crime.

(O jovem cai de joelhos aos pés de São Félix)

NARRADOR
Há relato de que o jovem acolhido por Félix, tornou-se um bom cristão e converteu-se.

SEGUNDO ATO
[Félix já se encontra com trajes de sacerdote]

CENA II
NARRADOR
Félix após se ordenar sacerdote procura então se dedicar aos trabalhos eclesiais, a evangelizar, e assim, é procurado pelo padre João da Mata que já algum tempo planeja a se juntar a Félix para trabalharem na missão.

JOÃO DA MATA
Félix, oh que felicidade vos encontrar! Preciso que te unas a mim para trabalharmos pelo evangelho, seguirmos nossa vocação e missão. Deus nos chama!

FÉLIX
Precisamos pregar a palavra de Deus
Testemunharmos o amor de Jesus Cristo e libertar muitos cativos.

NARRADOR
Félix e João da Mata logo ao andarem próximo da fonte onde os eremitas costumavam apanhar água, viram uma corça branca com uma cruz vermelha e azul entre os chifres.

JOÃO DA MATA
Esta corça me lembra a visão que tive quando celebrei minha primeira missa. Algo divino, algo de Deus me toca.

FÉLIX
Acredito que seja algum sinal de Deus Pai para a nossa missão, muitos cristãos vivem perseguidos e escravizados pelos muçulmanos, grandes inimigos dos cristãos, sinto que temos que fazer algo para ajuda-los, sinto que Deus nos conduz a isso.

NARRADOR
Félix e João da Mata vão à caça no bosque de Cerfroid e tem uma visão divina.

ANJO
Ó servos de Deus, chamo-os para empreenderem uma luta para libertar os cristãos que estão sendo escravizados pelos muçulmanos. Quero que criem uma ordem religiosa com este propósito.

NARRADOR
(Félix e João da Mata tocados pela mensagem divina, seguem para Roma ao encontro do Papa Inocêncio III)
Félix de Valóis e João da Mata movidos pela fé e o amor a Deus, e pela vocação religiosa seguiram para Roma ao encontro do Papa Inocêncio III para lhes contar sobre a visão divina que tiveram em Cefroid.

SEGUNDO ATO
[Félix e João da Mata com o Papa Inocêncio III]

SENA I

NARRADOR
Félix e João da Mata conseguem então se apresentarem ao Papa Inocêncio III, que os acolhe com generosidade

FÉLIX
Senhor, tivemos uma visão divina, precisamos lhe falar. Um anjo de Deus falou conosco.

JOÃO DA MATA
Ele nos diz que temos que criarmos uma ordem religiosa com a finalidade de libertar os cristãos da escravidão imposta pelos muçulmanos.

PAPA INOCÊNCIO III
Ó filhos de Deus obedientes e amados, também lhes confesso que tive a mesma visão, autorizo que possais criar a ordem religiosa com novos padres e trabalharem nesse propósito designado por Deus.

NARRADOR
Em seguida, Félix e João da Mata se despediram do Papa e voltaram pra Cerfroid na França, e com muito trabalho projetado por João da Mata, construíram assim o Convento da Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cristãos, os cristãos escravizados pelos muçulmanos. A Ordem também ficou conhecida como Ordem dos Padres Trinitários.

[Após algum tempo, Félix e João da Mata conseguem fundar um convento em Cerfroid]

CENA II
NARRADOR
Félix e João da Mata festejam com alegria a realização da fundação do convento em Cerfroid.

FÉLIX
Que bom meu amigo que o projeto de fundação do convento já se encontra realizado.

JOÃO DA MATA
Sim, graças ao nosso bom Deus que muitos jovens nos procuram no convento para seguirem a vida religiosa.

FÉLIX
O melhor de tudo também é que muitas famílias da redondeza estão nos apoiando nesta jornada.

NARRADOR
(Guardas muçulmanos tramam perseguição à Félix e João da Mata)
Enquanto São Félix e padre João da Mata trabalhavam incansavelmente para a criação da Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cristãos, soldados muçulmanos planejavam persegui-los e escraviza-los tentando pôr abaixo os planos Deus sobre eles.

GUARDA 1
Precisamos acabar com eles. Vamos prendê-los e fazê-los nossos escravos.

GUARDA 2
Vamos impedir esse trabalho desses sacerdotes cristãos. Vamos destruí-los.

NARADOR
Num momento de retiro e oração, Félix confessa que sente que os guardas muçulmanos tramam contra eles e sua ordem religiosa

FÉLIX
Sei que nossa luta não é fácil, sei que os muçulmanos nos perseguem e tentam nos escravizar como já vem fazendo com muitos de nossos cristãos, precisamos sermos fortes e persistentes, precisamos de muita oração e muita fé.

JOÃO DA MATA
Sim, precisamos encontrar meios de salvar nosso povo cristão.

FÉLIX
Nem que pra isso tivermos que sacrificarmos a nossa própria vida, nos entregarmos em troca da libertação de nosso povo cristão e fiel.

JOÃO DA MATA
Vamos seguir em frente, se Deus nos orientou pra isso, com certeza nosso Deus Pai vai nos mostrar sempre o caminho.

NARRADOR
Félix trabalhou incansavelmente na formação espiritual de membros da ordem cujo número crescia sempre devido à sua santidade. Com o tempo foi-se constatando bons resultados de muitos e muitos cristãos que foram presos e escravizados pelos muçulmanos, agora já eram cristãos libertados e convertidos.

FÉLIX
Ó Nosso Deus e Nosso Pai
Ó Cristo Jesus
Ó Divino Espírito Santo
Que alegria poder confessar a todos que com muito empenho criamos a Ordem dos Padres Trinitários.
Construímos um convento em Cerfrois e propagamos a nossa ordem religiosa pela França e por Roma.
Fundamos o Convento de São Maturino em Paris.
E agora, em muitos e muitos lugares estão se expandindo trabalhos frutos de nossas obras. Que Maria Santíssima sempre e sempre caminhe conosco.

(No momento todos no palco reverenciam São Félix e em seguida fazem reverência ao público. As cortinas se fecham)

FIM


Biografia:
Francisco Martins Silva (10 de dezembro de 1974) São Félix de Balsas – Maranhão. Reside em Uruçuí – Piauí. Professor, escritor e poeta. Licenciado em Geografia pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI e pós-graduado em Pedagogia Escolar pela Faculdade de Teologia Hokemãn. Possui curso de extensão acadêmica em Ensino Religioso pelo Fórum Nacional Permanente em Ensino Religioso em parceria com a Faculdade São Francisco e Rede Vida de Televisão. Compõe poemas, contos, crônicas e ensaios. É membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni – MG-Brasil, Patrono: Luiz Almeida Cruz; Membro Titular da Litteraria Academiae Lima Barreto cadeira nº 43 do Rio de Janeiro-Brasil; Membro Corresponde Imortal da Academia Luminescência Brasileira (Ciências, Letras e Artes) ALUBRA – cadeira nº 23, Araraquara – SP-Brasil, Patrono: Pio Lourenço Correa; membro correspondente da Academia de Letras e Artes de Fortaleza – ALAF – CE - Brasil, Patrona: Cora Coralina; membro da Academia Mundial de Cultura e Literatura – AMCL, cadeira nº 47, Patrono: Gonçalves Dias, Rio de Janeiro – Brasil; membro correspondente da Academia Pan Americana de Letras e Artes do Rio de Janeiro e membro do Núcleo de Letras e Artes de Buenos Aires - Argentina. Autor do livro Um tributo à natureza pela editora Câmara Brasileira de Jovens Escritores – RJ. Autor da peça de Teatro “Uma ciranda no bosque”. Autor da peça de Teatro “A Senhora dos Livros” da coleção Cirandas para Gostar de Ler. Autor do conto “A Barca” da coleção Cirandas para Gostar de Ler. Autor da crônica “Um abraço ao Lago das Águas Claras” da coleção Cirandas para Gostar de Ler. Autor de “Cirandas Poéticas” – Poesias, da coleção Cirandas para Gostar de Ler. Recebeu a Medalha de Mérito Literário da Litteraria Academiae Lima Barreto. Rio de Janeiro. Recebeu a Láurea troféu Maestro Wilson Dias da Fonseca pela Academia de Ciências, Letras e Artes - ALUBRA – Araraquara – SP. Recebeu o troféu Evita Perón pelo Núcleo de Letras e Artes de Buenos Aires - Argentina. - É Embaixador pela defesa da paz mundial, direito das mulheres e pela cultura sem fronteiras pelo Núcleo de Letras e Artes de Buenos Aires - Argentina. - É Comendador – Ordem do Mérito Cultural Carlos Gomes pela Sociedade Brasileira de Artes, Cultura e Ensino - SBACE – São Paulo. - Recebeu a Medalha Cinquentenário das Forças Internacionais de Paz da ONU; honraria concedida pela Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz da ONU – Organizações das Nações Unidas. São Paulo.
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