| ASSOREIA |
| BENEDITO JOSÉ CARDOSO |
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Hoje despertei
Sentei no topo da ribanceira
Enquanto a chuva caia
Sentei-me para apreciar
A garotada brincando toda contente
No lago que se formou à minha frente
Com um olhar no espaço vazio
Procurei…..
Não mais estava lá a mata ciliar
A cerca viva que existia
Que protegia aquele belo lugar
O homem teimoso
Com seu terçado maldoso
Sem pestanejar
Num corte certeiro
Se pôs a cortar….
O pobre coitado do rio
Do canal que assoreou
Pelas mãos do homem
Que um dia por ele navegou
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Biografia: "As obras do artista só têm valor, quando consegue atingir a sensibilidade daqueles que entendem" |
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