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Andarilhos do mundo
Matilde Diesel Borille

Não desvie o olhar
quando a neve começar a derreter,
a sublimação em si,
não é fácil de ser vista.
Infinitas vezes,
a cor em liberdade
pinta o que está atrás do invisível,
com a mais fria das cores frias.
Eu sei,
há vários tons de azul,
névoa, noite... e ilusão,
luzes perdidas
que nas madrugadas escuras
se abraçam no ar.
Não desvie o pensamento,
você sabe,
bendita é a luz
que emana do coração de Deus
a penetrar formosa
nos espíritos
e nos templos
construídos por cada silêncio.
Se eu pudesse ser um anjo de luz,
real... e tão abstrato...
mas como sê-lo...
entendendo o azul com a mente?
É possível,
que olhando-me interiormente,
pra poder seguir,
diga-lhe um dia:
era de cor fria,
a cabana feita de couros,
quando o orvalho dos montes sobre ela descia.
Quão difícil era ficar ali,
escondida,
pondo os olhos
sobre as montanhas ocultas,
não entendendo claramente
a ausência de portas e de luz,
e dos sonhos que poderiam
todas as manhãs
abrir as portas do céu.
Andarilhos do mundo...
tudo sabemos
sobre o difuso brilho
da emocionante e superinteressante
“Aurora com seus rosados dedos”
menos, que significa amanhecer.
Ah, que sensação de infinito...
eu sentiria.
Se, de repente, o céu explodisse
e eu testemunhasse o surgimento
de uma chama gigante azul.
Eu meditaria,
em uma prece de luz.
É de cor azul,
o som do meu sino interior
que tine,
que é lindo,
e que me fala como um menino
em súplicas:
na hora azul do pôr do sol
liberte três pingos de lágrimas
nas três fontes,
para que nunca falte
a água azul e transparente
que purifica o amor.



Biografia:

Este texto é administrado por: MATILDE DIESEL BORILLE
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