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A VIAGEM DOS DEDOS
VALTENCIR EVANGELISTA PIRES

Resumo:
TEXTO LIVRE, COM CARACTERISTICAS DE POEMA / POESIA, SEM APEGO ÀS NORMAS TÉCNICAS / ESTÉTICAS, VISANDO SOMENTE A EXPRESSÃO ARTÍSTICA.

Não me diga que não sabe onde estamos
Estamos dentro de um túnel
Despreocupados em achar a saída
Aqui não há luz
Nem precisa, não enxergamos
Nem a nós mesmos

Se soubesse para onde vamos
Ou de onde viemos
Falaria a verdade
Ou continuaria calado
Ou só parado
No tempo e no espaço

Procure um abrigo
Se proteja da chuva
Mesmo aqui dentro do túnel
Ela pode te molhar
Sinta o cheiro da viagem
Prensado num pedaço de papel
É uma roda de amigos
Falsos amigos

Nós falamos tanto
Mas entendemos tão pouco
Não precisamos de mais nada
Só precisamos achar
Sem procurar
Outro túnel

Algo roda dentro de mim
São as curvas da viagem
Não é um nevoeiro
É só fumaça
Destruindo a alma
Perturbando o corpo
Há beijos e abraços
Mas nenhum afeto
Só um amor desvairado
Por um pedaço de prazer
Preso entre os dedos

As raízes de nossos sonhos
São arrancadas
Como se fossem meras ervas
Em um campo aberto
Há um vento de sofrimento
Abafando nossas vozes
Há um silêncio
Que contamina
Que transmite terror
E permanece tímido

É o frio tomando conta
Da minha espinha
Não há nada de novo
Por detrás deste canto escuro
Escondido pela sombra
São só pessoas estranhas
Trilhando um amargo caminho

Passageiros íntimos
De uma desconhecida intimidade
Partilhando um pedaço de sonho
Preso numa fumaça a sumir
Como os passageiros
Caras bonitas, corpos esbeltos
Passam entre nós
Não são percebidas
Por não se enxergar
Mais as pessoas

Só atos sem consequência
Brincamos com o presente
Sem a menor noção
Do que é vivo ou morto
Só precisamos de um sonho
É a realidade da fantasia
Arrancando nossos corações
Presos, mas viajando
Para lugar nenhum

Subimos com a fumaça
E ao voltarmos
Continuamos presos
Sem sonho, nem futuro
Essa brincadeira não para
Parar, por que
Será sempre assim...

                          ®Valtencir – mar_1992


Biografia:
-
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