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O bostialismo
Sergio Ricardo Costa




Na conferência internacional da inteligência
Faltante,
Sofreu grande incremento
Em contribuições desassombradas:
Abismos com que cismo
E cismo molemente trepidando
Sobre terremotos de razão.

O irascível irracional se sublima,
Não mais inacreditavelmente, nem quanto
É aquilo que eu presumir que é feito
De drásticos defeitos;
Basta destas bestas bostas,
     No busto do nosso
Descobridor,
De costas.

Uma madrugada
De um início inquietante de um inverno
De acordo
Invisível, receba
Mais que o bostialismo, com certeza,
Intrépida descarga
Dos pombos hereges da Bahia;
Volta-se de costas para que lhes favoreça,
Embaraçados ao lado
Num laço de ideologias, as terras,
As matérias, a indiferente amargura
E mesmo toda a vida,
Como homem muito sábio,
      Debaixo da pedra,
Até chegar,
Bem hábil,

O bostialismo.

Inesperado e surpreendente.

Pois das pedras
Escuras
Edifica um muro,
Com determinação absoluta,
Deixando-o por terra,
Sublime, assustador.

Dificilmente
Tem o horizonte, ao emergir,
Completamente desenganado, nem tanto
Consegue mais a absoluta certeza,
Coração aos pulos, daquilo que sempre,
Suspenso no espaço,
Vence a sua dor por dentro,
     Com dor e silêncio
E sem qualquer
Vil e lenta

Casualidade
(Ou animais de laboratório); congelado
No tempo
Esquisito das ruas.
                    
Irresponsavelmente caminhando                    
Com rosto de mistério                    
E muita solidão desesperada.     
               
Homem entre homens sem ar, quer                    
Acreditar desconectada da pedra,                    
A lâmina, eventualmente difícil.          
          
Suportar, nos abismos por onde tropeça                    
E nas lágrimas que insiste,                    
Pedra entre pedras, mútuos                    
     Desejos do tempo                    
De não pensar               
Qual luto
                    
É o que acredita                    
E por mais ingênuo, o predador dos perdedores                    
Cogita                    
Despertar, da verdade ou                    
Da probabilidade construída                    
No ar.

Constantemente                    
Se opõe
Aos que o abraçam ao relento                    
Por formalidade e, talvez,                    
Não triturando sua lavoura de pele                    
Ou pedra, invariavelmente comenta,                    
A despeito da fisionomia, o quanto                    
Conquista algum alívio                    
Como sendo fé.

Difícil                
     Saber se recusa                    
Ao coração               
Por ofício,

(É) o bostialismo                    
Absoluto do que acredita.

É infinita                    
Torpeza,                    
Qual exame de fezes:                    
Tem possibilidades definidas.
                    
E mesmo com a vida                    
Além do seu propósito, não há mais                    
Método que possa defender:
É a confissão que um pecador formidável
Prefere em sua orgulhosa derrota,
Como hipótese fundamental da entrega
Nos seus dez tabuleiros,
Para agora e para sempre,
     As peças do jogo
Que chega ao fim:

O conteúdo em seu drama impossível

São as peças em cacos
E os fatos, também.


Biografia:
-
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