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Banho após banho,
sabão após sabão,
bucha após bucha,
água após água,
resta-me esta réstia de alga conceitual,
saber-me pleno de espírito e animal,
valer-me de pensamentos e desejos,
viver esta vida como se descobrisse o segredo
de como escapar pelas fendas da novidade,
saber como se misturaram
a mentira e a verdade...
Enxugo-me e seco-me ao sol da toalha,
visto-me, saio, vivo, ou algo que o valha...
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