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Uma reverencia a natureza....
A situação chegou a tal ponto que o Silêncio gritou: Espere ai!
Isso chamou a atenção e até a tristeza fez um “ar” de riso, o clima estava tenso, tão tenso que o Fogo esfriou por dentro e a Cegueira arregalou os olhos para ver se estava enxergando direito, enfim, Ele continuava a prosseguir, tinha passos lentos e nem se quer esboçava dizer algo, houve uma calmaria.....
Todos respirava expectativa.....
Ele colocou o dedo apontador na frente dos lábios e pediu silêncio ao vento e foi inevitável o ruído dele enquanto recalcítrava mas aquietou-se. Acompanhando os ventos os corações também diminuíram o batimento cardíaco a quase nada....
As Arvores se curvavam em reverencia...
As correntes marinhas pararam e o mar todo parecia uma lagoa, as Aves colocaram os bicos no peito, Quadrúpedes ajoelharam e os Répteis procuraram locais para se esconderem. Algumas montanhas se fenderam, esmiuçaram-se e deram lugar a planícies, erosões foram encobertas e não restou uma profecia se quer, para se cumprir.
Os Inimigos que se opuseram foram derrotados sem guerra, pois, como guerrear com uma força infinitamente superior?
Ele estava lá! Com os olhos fumegando e enxergando tudo, enfim, risos, brincadeiras, sofrimentos, apetites, trabalhos e labores. Ouvia transgressões, blasfêmias, melodias e corações, Respirava o cheiro das macieiras, mangas e o odor das fezes e ossos podreficados. Sentia a amacies do toque infantil de crianças inocentes e a aspereza dos chicotes em confronto com as costas dos escravos, mas.....não dizia nada aos gritos e apenas deixava que seus remanescentes sussurrasse sua mensagem quieta e pacificamente aos ouvidos, aos olhos, ao ego.
Agora Ele havia chegado....sorrateiramente....entre um trago e outro, entre uma Reunião, no transito, na hora do casamento, quando se realizam sonhos, quando se usufruem de algo, numa hora triste ou feliz, quando não se arrumou a casa ainda, quando não se tem mais tempo, verdadeiramente o tempo acabou, e agora!!!
Abraços,
Jecer
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