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Possuímos todos uma capacidade nata de sermos felizes. E isso depende fundamentalmente de nós mesmos, em primeiro lugar. Ter casa, carro, dinheiro, fartura, saúde, condições físicas, amigos, amores, tudo isso são bônus, ajudam sim, mas não são essenciais. Há quem tenha tudo isso e não seja feliz.
É muito difícil ser feliz sozinho. A felicidade não é singular, é comprometida com o plural. Felicidade não obedece as regras matemáticas: quando a gente soma, ela se multiplica. E quanto mais a distribuímos e compartilhamos com os que nos rodeiam, mais ela retorna para nossas mãos. Felicidade é bumerangue, sempre volta.
Por isso ter pessoas ajuda muito a ser feliz. Mãe, pai, amigo, namorado. Gostar dos outros. Mas é preciso também antes gostar de si mesmo, senão nada adianta. E para fazermos isso é preciso compreender que cada indivíduo é único no mundo. Não podemos esperar que todos sejam ou ajam como queríamos ou gostaríamos. Cada um nos dá aquilo que tem a capacidade de dar. E é necessário aprender a valorizar isso, pois o que para alguém parece pouco, para outro pode ser o seu máximo.
E ter pessoas leais ajuda a ser feliz. Leal é quem participa da adversidade, é o que dá ao outro não simplesmente aquilo que ele quer, mas principalmente, o que ele precisa. E necessitamos de tantas coisas. De tantas pequenas coisas que já temos e muitas vezes nos passam desapercebidas diariamente, até que um dia, deixam de fazer parte de nossa realidade.
Uma pequena felicidade pode ser tomar um copo de água fresca quando se está em um leito de UTI. Ou ver alguém chegar num breve horário de visita.
Felicidade é “um plus a mais”. Mas, felicidade não vem junto com reconhecimento, sucesso, fama. Nem com segurança, dinheiro, poder. Muitas vezes vem junto com aconchego, carinho, abraço. Às vezes, com gratidão, paixão, amor.
Não há fórmula para ser feliz. Se alguém descobrisse uma, ficaria rico instantaneamente. Mas talvez isso não lhe fizesse ainda mais feliz...
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