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m poema meu, seu, e talvez nosso.
Desabrocho em palavras todo meu pesar.
Do fim dessa mistura de desejo, carinho,
amizade, divergências, que se fazia sobre
o plano de fundo da infância, das picuinhas de criança.
Mas as mentiras foram maiores que tudo,
que o próprio tempo que conseguimos sustentá-la.
E a falta de afeto é sempre um pesar,
e tentar negar, é sempre uma mentira dolorosa demais.
Um poema seu, meu e talvez nosso,
da minha tímica vocação para tal,
da minha desistência, do fim.
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