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Saga sina
CASSIO ANDRADE

Resumo:
saga sina

Fui caminhando, [em um vão, tropecei
Em um pensando de sentimentos
Coisa confusa, [em vão, trapaceei
Coisa obtusa, pesando meu ser


E vim ruminando,
          [tal como a rês]
Lembrando a vida,
          [o que tão me fez]
Fiz-me injusto,
          [mais uma vez]
A vida sou eu,
          [jamais vocês]

O martírio do poeta é ser apenas estafeta
O suplício do poema é fazer-se filipeta
Das dores do seu eu, das cores lá do céu

À sina do carteiro [há tanto a se entregar...]
À pena do poeta [por tanto se entregar...]
Apenas o soneto [e muito por dizer...


Biografia:
Número de vezes que este texto foi lido: 65670


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