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  Texto selecionado
Uma tarde qualquer
Cleber Araujo

Não queria fazer desse espaço um berço da depressão.
          Porém é o que eu percebo ao ler e reler o que escrevo.
          Pensei em escrever algum dia alguma coisa de alegria.
          Mas não sei mentir, nem fingir, então não sou escritor.
          Vivo da caridade de quem me detesta(CAZUZA).
           
           Sabe a sensação que o horizonte ali é uma guerra
           E dessa guerra acho que desisti.
           Abri minha caixa de e-mails, tá cheio de auto-ajuda
           Pessoas morrendo, levando pesados fardos.
           E mesmo assim vivendo.

           Do meu carro sentado vejo mendigos dormindo
           O que me difere deles?
           Nada
           Aliás eles são corajosos
           Eu sou covarde, mantenho minha barba feita

           Bem, eu vou indo. Qualquer horas dessas volto
           Vou ler o que escrevi
           E pra relaxar também vou ler o que neste espaço
           Está escrito por quem sabe escrever.
           Até...

            


Biografia:
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Outros títulos do mesmo autor

Poesias Deserto e Oceano Cleber Araujo
Poesias Gigante Cleber Araujo

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Publicações de número 11 até 12 de um total de 12.


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