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"Odisseu"
Marco Antônio de Araújo Bueno

Resumo:
Produzido em oficina literária coordenada por João Silvério Trevisan e conduzida por Nelson de Oliveira- escritor e ensaísta. Mote: Clichês cinematográficos. Data: Junho/2006. (Poema vencedor em Comunidade Virtual- Dez/06)

Odisseu

Por Marco Antônio de Araújo Bueno

Ele estava imbuído de um estilo Chacal.
(Confeitos de cânhamo embebidos em mate);
Vestiu rigoroso traje anti-suspeição e o retocou.

Ganhou a rua, solene, dobrou a echarpe; café!
Acenou ao táxi que não parou, seguiu a pé.
Economia de atos, beirava o trivial, rito e rigor.

Transeuntes pelo museu, ele em transe, trivial.
Pés e mãos gelados em pleno local calafetado.

O cânhamo dilatou a escultura do Canhão. Acenou:
"Leve a peça até a moto, lado a lado, comigo, espeto-lhe!"

Na saída, desarmado da caneta Picasso que nada espetou,
Só via o Canhão reposto ao pilar, soar de sirene e camburão.

Em cana, em fim, apenas uma beatitude e cabeça oca.
Suspeitou: há xixi no traje todo; irretocável. E sorriu.
Depois chorou, exausto. Pediu um mate, alguém gargalhou.


Biografia:
Vide Blogs: www.literaujobueno.blogspot.com wwwaraujobueno.blogspot.com
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Publicações de número 31 até 40 de um total de 51.


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